O Teste das Cores é um instrumento de avaliação de personalidade que consiste em obter informações sobre a personalidade mediante suas preferências e rejeições à cores.
Esta avaliação é situacional, portanto o resultado dependerá exclusivamente das suas opções, seja sincero para que o resultado esteja de acordo com a sua situação real.
http://www.bne.com.br/cores/default.asp
terça-feira, 27 de julho de 2010
Preparar para uma entrevista de emprego
Ele fez as contas e acredita já ter entrevistado, em dez anos da sua carreira de executivo, cerca de 5.000 candidatos a vagas de emprego. O administrador de empresas Roberto Caldeira, autor do livro "O Segredo do Entrevistador" (editora Brasport, R$ 31,45), conta, em entrevista ao UOL Empregos, que há certos comportamentos que sempre conquistam quem está selecionando e outros que o afastam.
"Percebi que os profissionais cometiam sempre os mesmos erros", conta o executivo, formado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e com pós-graduação pela Harvard Extension School. Caldeira tem experiência de recrutamento para diversos cargos, desde recepcionista a gerente do departamento financeiro e gerente e diretores em outros países.
Confira os principais trechos da entrevista:
Há algum perfil de profissional sempre esperado por qualquer entrevistador?
Sim, as características pessoais mais procuradas pelos entrevistadores são: objetivos profissionais e de vida definidos; automotivação; iniciativa; responsabilidade; dedicação; ambição; capacidade de aprender; capacidade de trabalho em equipe; ser voltado para resultados.
Além disso, é preciso ter atitude positiva, que significa a maneira como nos comportamos em relação à vida. Se somos otimistas, colaborativos, sociáveis e participantes. Ou se somos pessimistas, egoístas e revoltados. Para que os objetivos da empresa sejam atingidos, é essencial que a atitude do grupo seja positiva, otimista e colaborativa.
Use termos como: Sim posso! Sim gostaria! Sim me interessa! Não, não tem problema!
O candidato precisa ter também expectativas adequadas.
E o que seria a expectativa adequada?
Muitos erroneamente avaliam o sucesso profissional e pessoal através dos aumentos salariais recebidos ao longo dos anos. Com o tempo, descobrimos outros fatores tão ou mais importantes para nós, como a satisfação pessoal e a satisfação profissional. São sentimentos que nenhum salário polpudo traz por si só.
Quando somos entrevistados, devemos deixar transparecer nossa busca de realização pessoal e profissional. De nosso desejo de fazer parte de uma equipe de sucesso e de poder contribuir para a construção de algo.
Outro ponto esperado pelo entrevistador é maturidade.
E isso não está ligado à idade, certo?
Não, isso não está ligado à idade. Ser maduro significa ser ponderado e prudente. Na entrevista, significa ouvir e pensar antes de falar. Não se precipitar nas respostas.
Que erros nenhum entrevistador suporta?
Atrasos ou faltas à entrevista; falar mal de ex-chefe ou de empresa anterior; comunicação muito coloquial ou com excesso de gírias; candidatos que colocam restrições quanto ao horário de trabalho e que justificam sua pretensão salarial baseados em sua necessidades financeiras pessoais.
Como justificar o quanto se quer ganhar, então?
Salários são baseados principalmente na contribuição que o candidato pode dar a empresa através de seu trabalho e na oferta no mercado de profissionais com aquele perfil. Portanto, a pretensão deve se basear na média de salário pago para aquele cargo pelo mercado, podendo subir caso o candidato tenha experiência específica no segmento de atuação da empresa, ou seja, caso venha da concorrência.
Se colocar restrições ao horário de trabalho é um comportamento inadequado, como deve atuar o candidato que estuda ou tem filhos?
Algumas empresas oferecem vagas com horário flexível, mas isso é a exceção. Quem quiser realmente seguir uma carreira tem que optar por uma dedicação de tempo mínima para a empresa.
Por outro lado, há atitudes que ajudam a conquistar qualquer entrevistador?
Sim: saber ouvir e evitar respostas fechadas do tipo sim ou não. Deve-se elaborar um pouco sobre a pergunta, mas também com cuidado para não ficar muito longo. É preciso ainda mostrar interesse pela empresa e pela vaga oferecida e mostrar disponibilidade e flexibilidade para participar das próximas etapas da seleção.
O entrevistador se prepara para uma entrevista? O que o entrevistado pode fazer sabendo disso?
Sim. O entrevistador faz um resumo das responsabilidades envolvidas no cargo em questão bem como o perfil do candidato procurado. De posse dessa informação, o candidato deve procurar conhecer o máximo possível sobre a empresa em que pretende trabalhar, através de pesquisa na Internet. Também é importante conhecer detalhes dos requisitos para o cargo, algo que deve ter sido divulgado pela empresa ou que, em última instância, pode ser perguntado diretamente ao RH [recursos humanos] da empresa.
O entrevistado pode detectar o tipo de entrevistador que está à frente dele? E se adaptar a isso?
Sim, isso é possível, mas não recomendável, por não ser fácil para as pessoas, em geral, detectar nuances de personalidade e se adequar a elas. O que sugiro é que o candidato esteja firme e preparado para a entrevista.
"Percebi que os profissionais cometiam sempre os mesmos erros", conta o executivo, formado pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e com pós-graduação pela Harvard Extension School. Caldeira tem experiência de recrutamento para diversos cargos, desde recepcionista a gerente do departamento financeiro e gerente e diretores em outros países.
Confira os principais trechos da entrevista:
Há algum perfil de profissional sempre esperado por qualquer entrevistador?
Sim, as características pessoais mais procuradas pelos entrevistadores são: objetivos profissionais e de vida definidos; automotivação; iniciativa; responsabilidade; dedicação; ambição; capacidade de aprender; capacidade de trabalho em equipe; ser voltado para resultados.
Além disso, é preciso ter atitude positiva, que significa a maneira como nos comportamos em relação à vida. Se somos otimistas, colaborativos, sociáveis e participantes. Ou se somos pessimistas, egoístas e revoltados. Para que os objetivos da empresa sejam atingidos, é essencial que a atitude do grupo seja positiva, otimista e colaborativa.
Use termos como: Sim posso! Sim gostaria! Sim me interessa! Não, não tem problema!
O candidato precisa ter também expectativas adequadas.
E o que seria a expectativa adequada?
Muitos erroneamente avaliam o sucesso profissional e pessoal através dos aumentos salariais recebidos ao longo dos anos. Com o tempo, descobrimos outros fatores tão ou mais importantes para nós, como a satisfação pessoal e a satisfação profissional. São sentimentos que nenhum salário polpudo traz por si só.
Quando somos entrevistados, devemos deixar transparecer nossa busca de realização pessoal e profissional. De nosso desejo de fazer parte de uma equipe de sucesso e de poder contribuir para a construção de algo.
Outro ponto esperado pelo entrevistador é maturidade.
E isso não está ligado à idade, certo?
Não, isso não está ligado à idade. Ser maduro significa ser ponderado e prudente. Na entrevista, significa ouvir e pensar antes de falar. Não se precipitar nas respostas.
Que erros nenhum entrevistador suporta?
Atrasos ou faltas à entrevista; falar mal de ex-chefe ou de empresa anterior; comunicação muito coloquial ou com excesso de gírias; candidatos que colocam restrições quanto ao horário de trabalho e que justificam sua pretensão salarial baseados em sua necessidades financeiras pessoais.
Como justificar o quanto se quer ganhar, então?
Salários são baseados principalmente na contribuição que o candidato pode dar a empresa através de seu trabalho e na oferta no mercado de profissionais com aquele perfil. Portanto, a pretensão deve se basear na média de salário pago para aquele cargo pelo mercado, podendo subir caso o candidato tenha experiência específica no segmento de atuação da empresa, ou seja, caso venha da concorrência.
Se colocar restrições ao horário de trabalho é um comportamento inadequado, como deve atuar o candidato que estuda ou tem filhos?
Algumas empresas oferecem vagas com horário flexível, mas isso é a exceção. Quem quiser realmente seguir uma carreira tem que optar por uma dedicação de tempo mínima para a empresa.
Por outro lado, há atitudes que ajudam a conquistar qualquer entrevistador?
Sim: saber ouvir e evitar respostas fechadas do tipo sim ou não. Deve-se elaborar um pouco sobre a pergunta, mas também com cuidado para não ficar muito longo. É preciso ainda mostrar interesse pela empresa e pela vaga oferecida e mostrar disponibilidade e flexibilidade para participar das próximas etapas da seleção.
O entrevistador se prepara para uma entrevista? O que o entrevistado pode fazer sabendo disso?
Sim. O entrevistador faz um resumo das responsabilidades envolvidas no cargo em questão bem como o perfil do candidato procurado. De posse dessa informação, o candidato deve procurar conhecer o máximo possível sobre a empresa em que pretende trabalhar, através de pesquisa na Internet. Também é importante conhecer detalhes dos requisitos para o cargo, algo que deve ter sido divulgado pela empresa ou que, em última instância, pode ser perguntado diretamente ao RH [recursos humanos] da empresa.
O entrevistado pode detectar o tipo de entrevistador que está à frente dele? E se adaptar a isso?
Sim, isso é possível, mas não recomendável, por não ser fácil para as pessoas, em geral, detectar nuances de personalidade e se adequar a elas. O que sugiro é que o candidato esteja firme e preparado para a entrevista.
Entrevista de Emprego 2
Geralmente não sou eu que faço a prospecção dos candidatos, mas recebo os currículos previamente homologados pela área de Recursos Humanos, seleciono os mais promissores considerando a quantidade de vagas e convido-os para a famigerada entrevista, que é geralmente a prova de fogo – quem passa está dentro, ou no mínimo vai para a fila do banco de talentos. Mas quem não passa está pior do que os que tiveram seu currículo deixado de lado, porque de fato está fora e não será chamado novamente nem se sobrarem vagas.
O que todo candidato secretamente suspeita é verdade: mesmo nas entrevistas sem “pegadinhas” e testes ocultos, tudo o que o candidato faz está sendo notado. Quando sou eu que coordeno um processo de entrevista, procuro marcar múltiplas entrevistas em um mesmo horário para usar eficientemente o tempo da banca entrevistadora, ofereço uma sala de espera com revistas e lugar para sentar, e conduzo uma reunião prévia de orientação aos candidatos nesta sala, 10 minutos depois da hora marcada (embora eu procure chegar lá na hora certa, “gasto” os primeiros 10 minutos com conversas, para dar um mínimo de tolerância a quem chegar atrasado), para me apresentar, informar detalhes sobre o procedimento, e ouvir as dúvidas.
O objetivo desta sala de espera confortável e da marcação de entrevistas neste mesmo horário é exatamente este que descrevi, mas naturalmente eu observo muitas coisas já neste momento. Algum dos candidatos monopoliza o espaço de dúvidas? Algum interrompe o outro que estava falando? Algum demonstra potencial de liderança e fala em nome dos outros? Qual a natureza das perguntas: é sobre os benefícios ou sobre o tipo do trabalho? Quem escolhe ler as revistas de notícias, quem prefere as de informática e quem fica feliz de encontrar revistas recentes em inglês? E assim por diante. Não existem respostas certas nem notas, mas tudo isto ajuda a compor o quadro mental sobre cada candidato.
Se você for ser entrevistado e a banca incluir um profissional de recursos humanos, ou um administrador que prestou atenção nas aulas de psicologia organizacional e nas de RH em geral (meu caso!), não fique tenso, mas saiba que eles estarão olhando objetivamente para uma série de fatores que vão bem além das respostas que você dá.
E é por essa razão, e para ajudar os bons candidatos a se destacar – porque os maus candidatos não lêem o Efetividade.net mesmo ;-) – selecionei algumas dicas sobre como se dar bem na sua entrevista. O objetivo é facilitar para que você consiga não armar uma armadilha para si mesmo, e que os entrevistadores consigam vê-lo como você realmente é.
Mesmo que você não tenha uma entrevista de emprego em mente, as dicas podem ser úteis para qualquer contato em que você precise vender uma idéia ou defender algo que seja do seu interesse, para um contato que não seja hostil mas também não esteja convencido dos méritos da sua proposta – como ocorre em qualquer entrevista de emprego bem conduzida.
A primeira parte da série, publicada hoje, fala sobre o que fazer antes da entrevista, para chegar preparado. As partes adicionais serão publicadas futuramente aqui no Efetividade.net, conforme o planejamento abaixo:
•Antes da entrevista – a preparação (publicado hoje)
•Durante a entrevista – o que fazer
•Durante a entrevista – o que NÃO fazer
Juntamente com a parte 3, publicarei a lista de referências e links para maiores informações.
Veja abaixo a primeira parte, e aguarde a publicação das demais!
Antes da entrevista – a preparação
1.Informe-se: Mesmo que o anúncio da vaga responda a tudo que você gostaria de saber, pesquise mais sobre a organização que está contratando, sobre o mercado dela, oportunidades e concorrentes. Nada vai impressionar mais o seu entrevistador ou banca do que perceber que você tem conhecimento de assuntos correntes sobre o tema. Não se limite ao site da empresa, pesquise notícias e, se possível, recorra a algum contato que conheça a organização.
2.Currículo: Revise e reveja seu currículo, tenha uma cópia dele consigo no momento da entrevista, e se alguma das suas respostas for divergir sdo que constava no currículo que você enviou à empresa, explique a razão, pois seus entrevistadores irão perceber, ainda que não falem nada a você na hora.
3.Evite emergências: Na véspera, durma bem e se alimente de forma segura ;-)
4.Chegue a tempo. Mesmo em casos de entrevistadores benevolentes, que permitirão que você seja entrevistado mesmo chegando atrasado, a impontualidade conta muitos pontos negativos. Planeje antes sua rota para chegar a tempo. Dependendo da natureza da entrevista, você pode estar entrevistado por chefes das áreas em que há vagas, e não tenha dúvida de que o tempo deles é valioso. Planeje chegar 15 minutos mais cedo, e use o tempo extra para relembrar ou revisar suas anotações, ou mesmo para trocar idéias com outros candidatos ou com alguém da organização que esteja na sala de espera, mesmo que casualmente. Eu sempre procuro passar na sala de espera antes das entrevistas, me identifico claramente (sem pegadinhas) e espero para ver quem tem iniciativa de conversar e fazer perguntas inteligentes.
5.Polidez:Seja educado e civilizado, tanto na sala de espera quanto na entrevista. Não masque chiclete, não fique olhando para o relógio, desligue o celular. Evite fumar, e não abuse do cafezinho.
6.Fair play: Nunca fale mal de sua antiga empresa, empregadores, fornecedores ou clientes – nem mesmo na sala de espera, e principalmente na entrevista. Este conselho serve também para a sua vida pessoal.
7.Traje: Use o bom senso na hora de escolher a roupa, e separe-a e revise-a já na véspera. Mostre que você se dedicou para escolher uma roupa adequada a um ambiente profissional e à imagem da organização. Mas não exagere!
8.Pratique e treine Obtenha ou prepare uma lista de perguntas típicas de entrevistas de emprego, e convide alguém de sua confiança para praticar a lista várias vezes. Se possível, grave e depois ouça. O ideal é chegar ao ponto em que você responde a qualquer uma das perguntas básicas sem parar para pensar mais do que alguns segundos nem dizer os típicos “Ééééé”, “Ahhhhh”, “Bom…”. Mas cuidado para não se precipitar – você deve refletir, para responder exatamente o que foi perguntado – sem ser monossilábico. Interaja, mostre que você tem conteúdo. Mas nunca exagere!
9.Antecipe o mais difícil: Planeje boas respostas (mas sempre totalmente sinceras) para perguntas potencialmente difíceis, comos a lista de seus pontos fortes e fracos, ou a razão pela qual você deixou seu último emprego. Uma boa resposta para a questão dos pontos fracos começa com “Eu percebi que não estou tão bem quanto gostaria no aspecto X, e por isto ultimamente tenho tentado corrigir isto fazendo Y”. Mas só é boa se for verdade mesmo.
10.Saiba o que perguntar.Tenha boas perguntas preparadas. Se o seu entrevistador abrir espaço para que você faça perguntas, e você não tiver nenhuma, isto pode passar uma imagem de desinteresse ou de desatenção.
Você tem dicas adicionais de preparação para entrevistas? Compartilhe nos comentários!
Se você for ser entrevistado e a banca incluir um profissional de recursos humanos, ou um administrador que prestou atenção nas aulas de psicologia organizacional e nas de RH em geral (meu caso!), não fique tenso, mas saiba que eles estarão olhando objetivamente para uma série de fatores que vão bem além das respostas que você dá.
E é por essa razão, e para ajudar os bons candidatos a se destacar – porque os maus candidatos não lêem o Efetividade.net mesmo ;-) – selecionei algumas dicas sobre como se dar bem na sua entrevista. O objetivo é facilitar para que você consiga não armar uma armadilha para si mesmo, e que os entrevistadores consigam vê-lo como você realmente é.
E no capítulo de hoje veremos a parte crucial do processo: o que você deve fazer durante a entrevista, além de responder perguntas!
10 dicas: O que fazer durante a entrevista de emprego
Para ter sucesso nas dicas abaixo, lembre-se de antes seguir também as 10 dicas de preparação para entrevistas, publicadas anteriormente aqui no Efetividade.net.
O que você deve fazer durante a entrevista:
1.Começo firme: troque um aperto de mão firme com seu entrevistador, mesmo que seja do sexo oposto. Se você estava sentado quando ele entrou na sala, levante-se para apertar sua mão. Se for uma banca e tiver até 3 pessoas, aperte a mão de todas ao chegar. Se a banca tiver mais pessoas, aperte a mão do responsável por ela e cumprimente os demais de forma geral. Nada de apertos de mão “moles”, e nem de apertar em excesso – seja firme, apenas.
2.Apresente-se: sem prolongar o aperto de mão, aproveite o momento para dizer claramente quem você é, mantendo o contato visual. Preste atenção no que o entrevistador responder: você não deseja esquecer o nome dele, nem pedir para que ele depois repita. Fuja de fórmulas prontas, seja cordial. “Bom dia, meu nome é Augusto Campos, como vai?” é uma frase muito melhor do que as inúmeras frases decoradas que já ouvi de candidatos. Lembre-se que seu entrevistador estará procurando não apenas um profissional competente, mas também uma pessoa agradável de conviver e de ter em sua equipe. Não passe uma sensação de desânimo ou abatimento. Se lhe oferecerem café ou água, aceite, e tome ao longo da entrevista, com naturalidade.
3.Busque a sintonia: dedique o máximo de atenção à conversa com o entrevistador. Esta é a hora da verdade – não fique olhando pela janela, para o relógio, rabiscando (mas tomar notas pode!) ou brincando com o lápis. Mesmo que você consiga se concentrar mantendo o olhar distante, pense na imagem que você estará transmitindo. Mantenha a postura, e o contato visual, de forma natural e relaxada.
4.Fale com clareza: não exagere no volume, mas também não sussurre ou murmure. Pronuncie todas as palavras, responda em frases completas, sem reticências. Use a voz ativa, frases afirmativas, e que terminam com um claro ponto final, e não com reticências verbais. Transmita confiança, determinação e certeza.
5.Saiba errar e sobreviver: Se você cometer um equívoco ou notar que fez ou disse algo errado, saiba lidar com isso: corrija com categoria, assuma que está “a mil” devido a ter muito interesse na vaga, e que isto o levou a falhar, e mantenha a calma. O bom entrevistador irá valorizar a forma como você lidou com a situação adversa, mais do que irá se importar com o fato de você ter errado.
6.Cuidado com as piadas: Evite fazê-las. O entrevistador também deve evitar. Mas se ele cometer alguma, mesmo se for ruim, sorria para demonstrar que você entendeu, e por cortesia. Não ria de modo falso – dê um sorriso, e deixe a conversa prosseguir.
7.Entenda a pergunta: Ouça a pergunta até o fim, sem interromper. E se você não entendeu, não tente enrolar – peça que o entrevistador esclareça, e só então responda.
8.Responda bem: nunca tente fugir da resposta, ou enrolar. Seja claro e direto, e responda rapidamente. Mas não exagere: quando uma pergunta puder ser respondida apenas com um “sim”, ou um “não”, elabore o suficiente para dizer o motivo ou complementar sua resposta. Demonstre seu interesse e iniciativa. Jogue limpo: diga a verdade, não fuja de temas espinhosos, e jamais fale mal de sua antiga empresa ou empregadores anteriores.
9.Faça perguntas: ao final da entrevista, em geral você ouvirá um convite a fazer suas próprias perguntas. O entrevistador espera ouvir perguntas sobre salário, horário e benefícios, mas você pode surpreendê-lo positivamente fazendo uma pergunta objetiva sobre a atividade desempenhada, a situação do mercado ou mesmo sobre como começou a carreira do próprio entrevistador nesta mesma empresa, se ele tiver se identificado como trabalhando na mesma área onde é a vaga. Mesmo que não seja aberto o espaço para perguntas, você pode fazê-las com segurança ao se despedir – mas não seja invasivo!
10.Despeça-se com cortesia: pode ser sua última oportunidade de garantir uma impressão positiva. Despeça-se com um sorriso, demonstrando sua tranquilidade e segurança. Cumprimente o entrevistador, agradeça o seu tempo, e NÃO procure confirmar neste momento os seus contatos, a não ser que o entrevistador solicite – eles precisam estar corretos no currículo que você enviou, e do qual você deve ter cópias à mão, para o caso de ser solicitado.
O que todo candidato secretamente suspeita é verdade: mesmo nas entrevistas sem “pegadinhas” e testes ocultos, tudo o que o candidato faz está sendo notado. Quando sou eu que coordeno um processo de entrevista, procuro marcar múltiplas entrevistas em um mesmo horário para usar eficientemente o tempo da banca entrevistadora, ofereço uma sala de espera com revistas e lugar para sentar, e conduzo uma reunião prévia de orientação aos candidatos nesta sala, 10 minutos depois da hora marcada (embora eu procure chegar lá na hora certa, “gasto” os primeiros 10 minutos com conversas, para dar um mínimo de tolerância a quem chegar atrasado), para me apresentar, informar detalhes sobre o procedimento, e ouvir as dúvidas.
O objetivo desta sala de espera confortável e da marcação de entrevistas neste mesmo horário é exatamente este que descrevi, mas naturalmente eu observo muitas coisas já neste momento. Algum dos candidatos monopoliza o espaço de dúvidas? Algum interrompe o outro que estava falando? Algum demonstra potencial de liderança e fala em nome dos outros? Qual a natureza das perguntas: é sobre os benefícios ou sobre o tipo do trabalho? Quem escolhe ler as revistas de notícias, quem prefere as de informática e quem fica feliz de encontrar revistas recentes em inglês? E assim por diante. Não existem respostas certas nem notas, mas tudo isto ajuda a compor o quadro mental sobre cada candidato.
Se você for ser entrevistado e a banca incluir um profissional de recursos humanos, ou um administrador que prestou atenção nas aulas de psicologia organizacional e nas de RH em geral (meu caso!), não fique tenso, mas saiba que eles estarão olhando objetivamente para uma série de fatores que vão bem além das respostas que você dá.
E é por essa razão, e para ajudar os bons candidatos a se destacar – porque os maus candidatos não lêem o Efetividade.net mesmo ;-) – selecionei algumas dicas sobre como se dar bem na sua entrevista. O objetivo é facilitar para que você consiga não armar uma armadilha para si mesmo, e que os entrevistadores consigam vê-lo como você realmente é.
Mesmo que você não tenha uma entrevista de emprego em mente, as dicas podem ser úteis para qualquer contato em que você precise vender uma idéia ou defender algo que seja do seu interesse, para um contato que não seja hostil mas também não esteja convencido dos méritos da sua proposta – como ocorre em qualquer entrevista de emprego bem conduzida.
A primeira parte da série, publicada hoje, fala sobre o que fazer antes da entrevista, para chegar preparado. As partes adicionais serão publicadas futuramente aqui no Efetividade.net, conforme o planejamento abaixo:
•Antes da entrevista – a preparação (publicado hoje)
•Durante a entrevista – o que fazer
•Durante a entrevista – o que NÃO fazer
Juntamente com a parte 3, publicarei a lista de referências e links para maiores informações.
Veja abaixo a primeira parte, e aguarde a publicação das demais!
Antes da entrevista – a preparação
1.Informe-se: Mesmo que o anúncio da vaga responda a tudo que você gostaria de saber, pesquise mais sobre a organização que está contratando, sobre o mercado dela, oportunidades e concorrentes. Nada vai impressionar mais o seu entrevistador ou banca do que perceber que você tem conhecimento de assuntos correntes sobre o tema. Não se limite ao site da empresa, pesquise notícias e, se possível, recorra a algum contato que conheça a organização.
2.Currículo: Revise e reveja seu currículo, tenha uma cópia dele consigo no momento da entrevista, e se alguma das suas respostas for divergir sdo que constava no currículo que você enviou à empresa, explique a razão, pois seus entrevistadores irão perceber, ainda que não falem nada a você na hora.
3.Evite emergências: Na véspera, durma bem e se alimente de forma segura ;-)
4.Chegue a tempo. Mesmo em casos de entrevistadores benevolentes, que permitirão que você seja entrevistado mesmo chegando atrasado, a impontualidade conta muitos pontos negativos. Planeje antes sua rota para chegar a tempo. Dependendo da natureza da entrevista, você pode estar entrevistado por chefes das áreas em que há vagas, e não tenha dúvida de que o tempo deles é valioso. Planeje chegar 15 minutos mais cedo, e use o tempo extra para relembrar ou revisar suas anotações, ou mesmo para trocar idéias com outros candidatos ou com alguém da organização que esteja na sala de espera, mesmo que casualmente. Eu sempre procuro passar na sala de espera antes das entrevistas, me identifico claramente (sem pegadinhas) e espero para ver quem tem iniciativa de conversar e fazer perguntas inteligentes.
5.Polidez:Seja educado e civilizado, tanto na sala de espera quanto na entrevista. Não masque chiclete, não fique olhando para o relógio, desligue o celular. Evite fumar, e não abuse do cafezinho.
6.Fair play: Nunca fale mal de sua antiga empresa, empregadores, fornecedores ou clientes – nem mesmo na sala de espera, e principalmente na entrevista. Este conselho serve também para a sua vida pessoal.
7.Traje: Use o bom senso na hora de escolher a roupa, e separe-a e revise-a já na véspera. Mostre que você se dedicou para escolher uma roupa adequada a um ambiente profissional e à imagem da organização. Mas não exagere!
8.Pratique e treine Obtenha ou prepare uma lista de perguntas típicas de entrevistas de emprego, e convide alguém de sua confiança para praticar a lista várias vezes. Se possível, grave e depois ouça. O ideal é chegar ao ponto em que você responde a qualquer uma das perguntas básicas sem parar para pensar mais do que alguns segundos nem dizer os típicos “Ééééé”, “Ahhhhh”, “Bom…”. Mas cuidado para não se precipitar – você deve refletir, para responder exatamente o que foi perguntado – sem ser monossilábico. Interaja, mostre que você tem conteúdo. Mas nunca exagere!
9.Antecipe o mais difícil: Planeje boas respostas (mas sempre totalmente sinceras) para perguntas potencialmente difíceis, comos a lista de seus pontos fortes e fracos, ou a razão pela qual você deixou seu último emprego. Uma boa resposta para a questão dos pontos fracos começa com “Eu percebi que não estou tão bem quanto gostaria no aspecto X, e por isto ultimamente tenho tentado corrigir isto fazendo Y”. Mas só é boa se for verdade mesmo.
10.Saiba o que perguntar.Tenha boas perguntas preparadas. Se o seu entrevistador abrir espaço para que você faça perguntas, e você não tiver nenhuma, isto pode passar uma imagem de desinteresse ou de desatenção.
Você tem dicas adicionais de preparação para entrevistas? Compartilhe nos comentários!
Se você for ser entrevistado e a banca incluir um profissional de recursos humanos, ou um administrador que prestou atenção nas aulas de psicologia organizacional e nas de RH em geral (meu caso!), não fique tenso, mas saiba que eles estarão olhando objetivamente para uma série de fatores que vão bem além das respostas que você dá.
E é por essa razão, e para ajudar os bons candidatos a se destacar – porque os maus candidatos não lêem o Efetividade.net mesmo ;-) – selecionei algumas dicas sobre como se dar bem na sua entrevista. O objetivo é facilitar para que você consiga não armar uma armadilha para si mesmo, e que os entrevistadores consigam vê-lo como você realmente é.
E no capítulo de hoje veremos a parte crucial do processo: o que você deve fazer durante a entrevista, além de responder perguntas!
10 dicas: O que fazer durante a entrevista de emprego
Para ter sucesso nas dicas abaixo, lembre-se de antes seguir também as 10 dicas de preparação para entrevistas, publicadas anteriormente aqui no Efetividade.net.
O que você deve fazer durante a entrevista:
1.Começo firme: troque um aperto de mão firme com seu entrevistador, mesmo que seja do sexo oposto. Se você estava sentado quando ele entrou na sala, levante-se para apertar sua mão. Se for uma banca e tiver até 3 pessoas, aperte a mão de todas ao chegar. Se a banca tiver mais pessoas, aperte a mão do responsável por ela e cumprimente os demais de forma geral. Nada de apertos de mão “moles”, e nem de apertar em excesso – seja firme, apenas.
2.Apresente-se: sem prolongar o aperto de mão, aproveite o momento para dizer claramente quem você é, mantendo o contato visual. Preste atenção no que o entrevistador responder: você não deseja esquecer o nome dele, nem pedir para que ele depois repita. Fuja de fórmulas prontas, seja cordial. “Bom dia, meu nome é Augusto Campos, como vai?” é uma frase muito melhor do que as inúmeras frases decoradas que já ouvi de candidatos. Lembre-se que seu entrevistador estará procurando não apenas um profissional competente, mas também uma pessoa agradável de conviver e de ter em sua equipe. Não passe uma sensação de desânimo ou abatimento. Se lhe oferecerem café ou água, aceite, e tome ao longo da entrevista, com naturalidade.
3.Busque a sintonia: dedique o máximo de atenção à conversa com o entrevistador. Esta é a hora da verdade – não fique olhando pela janela, para o relógio, rabiscando (mas tomar notas pode!) ou brincando com o lápis. Mesmo que você consiga se concentrar mantendo o olhar distante, pense na imagem que você estará transmitindo. Mantenha a postura, e o contato visual, de forma natural e relaxada.
4.Fale com clareza: não exagere no volume, mas também não sussurre ou murmure. Pronuncie todas as palavras, responda em frases completas, sem reticências. Use a voz ativa, frases afirmativas, e que terminam com um claro ponto final, e não com reticências verbais. Transmita confiança, determinação e certeza.
5.Saiba errar e sobreviver: Se você cometer um equívoco ou notar que fez ou disse algo errado, saiba lidar com isso: corrija com categoria, assuma que está “a mil” devido a ter muito interesse na vaga, e que isto o levou a falhar, e mantenha a calma. O bom entrevistador irá valorizar a forma como você lidou com a situação adversa, mais do que irá se importar com o fato de você ter errado.
6.Cuidado com as piadas: Evite fazê-las. O entrevistador também deve evitar. Mas se ele cometer alguma, mesmo se for ruim, sorria para demonstrar que você entendeu, e por cortesia. Não ria de modo falso – dê um sorriso, e deixe a conversa prosseguir.
7.Entenda a pergunta: Ouça a pergunta até o fim, sem interromper. E se você não entendeu, não tente enrolar – peça que o entrevistador esclareça, e só então responda.
8.Responda bem: nunca tente fugir da resposta, ou enrolar. Seja claro e direto, e responda rapidamente. Mas não exagere: quando uma pergunta puder ser respondida apenas com um “sim”, ou um “não”, elabore o suficiente para dizer o motivo ou complementar sua resposta. Demonstre seu interesse e iniciativa. Jogue limpo: diga a verdade, não fuja de temas espinhosos, e jamais fale mal de sua antiga empresa ou empregadores anteriores.
9.Faça perguntas: ao final da entrevista, em geral você ouvirá um convite a fazer suas próprias perguntas. O entrevistador espera ouvir perguntas sobre salário, horário e benefícios, mas você pode surpreendê-lo positivamente fazendo uma pergunta objetiva sobre a atividade desempenhada, a situação do mercado ou mesmo sobre como começou a carreira do próprio entrevistador nesta mesma empresa, se ele tiver se identificado como trabalhando na mesma área onde é a vaga. Mesmo que não seja aberto o espaço para perguntas, você pode fazê-las com segurança ao se despedir – mas não seja invasivo!
10.Despeça-se com cortesia: pode ser sua última oportunidade de garantir uma impressão positiva. Despeça-se com um sorriso, demonstrando sua tranquilidade e segurança. Cumprimente o entrevistador, agradeça o seu tempo, e NÃO procure confirmar neste momento os seus contatos, a não ser que o entrevistador solicite – eles precisam estar corretos no currículo que você enviou, e do qual você deve ter cópias à mão, para o caso de ser solicitado.
Os 10 erros fatais em uma entrevista de emprego
Você já parou para pensar que o seu sucesso numa entrevista de emprego pode depender de alguns detalhes? Uns pequenos, outros nem tanto assim. Às vezes, os erros cometidos pelos candidatos a uma vaga de trabalho são inacreditáveis. Uma roupa mal escolhida, uma frase dita fora de hora... Para ajudar você a ser melhor sucedido nas próximas seleções, o Universia consultou diversos especialistas em recrutamento e seleção que falaram, afinal, o que põe tudo a perder quando você está frente a frente com o entrevistador. Confira os dez erros fatais na entrevista de emprego!
Chegar atrasado
"Chegar atrasado numa entrevista, além de desorganização, demonstra que o candidato não está dando o devido valor à entrevista. A displicência com o horário mostra que você não priorizou tal compromisso em sua agenda. Além disso, fazer uma pessoa esperar é falta de respeito. Tempo é um recurso escasso, logo, deve ser bem aproveitado. Caso você, por algum motivo, atrase na entrevista, informe imediatamente o entrevistador. Verifique se é possível passar um candidato na sua frente, ou, se necessário, remarque a entrevista. Se você chegou no horário, mas tem compromisso para mais tarde o ideal é avisar o entrevistador de antemão. Não faça a entrevista na correria para não se sentir pressionado. Isso pode prejudicar seu desempenho."
Wander Mendes, professor e consultor na área de Gestão de Pessoas e Planejamento Estratégico da FGV-PR (Fundação Getúlio Vargas do Paraná).
Usar roupas informais demais
"Hoje em dia, os jovens são muito despojados. Na faculdade, não há nada de mal nisso. Agora, para a entrevista de emprego, não custa melhorar um pouco o visual. Isso não quer dizer que todo candidato a estágio ou jovem recém-formado deva vestir terno e gravata ou, no caso das meninas, tailer e scarpin. É preciso saber escolher a roupa e adequar o vestuário a cada tipo de empresa. Uma agência de publicidade, por exemplo, permite um visual mais informal. Agora, se a entrevista é para uma instituição financeira, é óbvio que o candidato terá de seguir a regra básica: esporte fino. Lembre-se: o que deve prender a atenção do entrevistador é o seu conteúdo e não a 'embalagem', portanto, jamais vá para a entrevista de chinelo, regata, roupa decotada, barriga aparecendo, saia curta ou short."
Marisa Silva, consultora de Recursos Humanos da Career Center
Não saber nada sobre a empresa ou o setor
"É muito comum que os candidatos partam para a entrevista de emprego sem saber sobre a empresa em questão ou sobre o setor em que ela está inserida, quando na verdade, ele deveria estar munido do maior número de informações possível. Se a empresa de recrutamento não divulgar qual é a companhia que está em busca de candidatos, ela deverá, ao menos, informar sobre o setor. Tem mais chance de sucesso o candidato que sabe se posicionar na entrevista porque domina o assunto trabalho, em detrimento daquele que não se deu ao trabalho de pesquisar mais sobre a empresa em questão. Sempre repito isso para meus alunos: informação nunca é demais."
Jaqueline Mascarenhas, consultora de carreira do Ibmec Minas Gerais
Expressar-se mal, com gírias e frases sem sentido
"O discurso mais adequado para uma entrevista é aquele em que o candidato consegue ser objetivo, responder as perguntas do entrevistador, expor seu ponto de vista quando é convidado a fazer isso e perguntar, com tato, detalhes sobre a vaga. No meio do caminho, porém, é muito comum que os candidatos façam uso de gírias e regionalismos na hora de tirar suas dúvidas. O linguajar é um detalhe importante, dependendo das expressões utilizadas, o discurso demonstra certa imaturidade do candidato. O ideal é responder as perguntas com calma, ter tempo para pensar e expor suas idéias com tranqüilidade. Este, aliás, é outro problema grave de muitos discursos. Tem candidato que fica tão nervoso na hora da entrevista que dispara a falar e quando percebe já mudou de assunto e não respondeu a pergunta do entrevistador. Isso é muito ruim, já que o ritmo da entrevista é um fator importante."
Marco Túlio Rodrigues Costa, professor de Aspectos Comportamentais Éticos de Gestão de Pessoas da FGV-BH (Fundação Getúlio Vargas de Belo Horizonte)
Mentir sobre suas qualificações
"Mentir na entrevista é o mesmo que dar corda para se enforcar. Inventar cursos, referências e pequenos sucessos colocam o candidato numa situação vulnerável porque, caso seja contratado, terá de sustentar essa inverdade por muito tempo. E como diz o ditado: mentira tem perna curta, hora ou outra seu deslize será descoberto. Aí o prejuízo será bem maior. Uma vez que seu superior descobrir que você não tem as habilidades destacadas na entrevista, perceberá que seu perfil não atende às necessidades da empresa, e mais, que errou ao apostar em sua seleção. Ao ser contratado, o indivíduo precisa ter claro que convenceu o recrutador de possuir determinadas competências. Ao mentir, não só estará provando que não as tem como atestará sua falta de caráter ao faltar com a verdade. Isso deixará o recrutador descontente duas vezes e poderá resultar em demissão comprometendo, inclusive, futuras recomendações."
Gustavo G. Boog, diretor da Boog Consultoria
Falar mal do emprego ou do chefe anterior
"Mesmo que esteja com raiva da empresa ou do chefe antigo, jamais fale mal deles na entrevista de emprego. Essa atitude é vista com maus olhos por 99,9% dos recrutadores. Na entrevista de emprego, o recrutador não está interessado em ficar por dentro de 'pendengas' cujas pessoas e razões ele simplesmente desconhece. Seu objetivo é investigar de que maneira seu perfil profissional e suas qualificações poderão ser úteis para a empresa. Caso você vá logo partindo para o discurso de que estava infeliz no emprego anterior porque seu chefe o perseguia, além de desviar o foco da entrevista, estará levantando questões que podem levar o recrutador a repensar sua contratação. Afinal, numa situação de conflito, é preciso avaliar a parcela de culpa de ambas as partes. Além disso, falar mal da empresa ou do antigo chefe revela uma postura antiética de sua parte, pois se tratam de segredos e detalhes de um negócio do qual você não faz mais parte. Mas, atenção: isso não quer dizer que você deva mentir, e sim, contornar a situação. Uma boa saída é dizer que saiu da empresa por estar em busca de novos desafios profissionais."
Maria Bernadete Pupo, gerente de Recursos Humanos da Unifeo e professora da FAC FITO
Disputar espaço com o entrevistador
"Para disfarçar o nervosismo, tem muita gente que acaba partindo para o ataque e disputando espaço com o recrutador durante a entrevista. Para driblar a insegurança, ele acaba querendo fazer pose de sabido a fim de triunfar sobre o recrutador. Isso tudo, porém, é muito mais que previsível para quem trabalha com Recursos Humanos. Aí, das duas uma: ou você perde a vaga porque o recrutador percebe sua insegurança por meio de uma postura imatura de quem está na defensiva, ou acaba sendo eliminado pela prepotência e o excesso de arrogância que esse comportamento demonstra. Por isso, não entre numa disputa direta com o recrutador. Espere, escute e, aí sim, faça suas considerações, sempre com humildade."
Mariá Giuliese, diretora-executiva da Lens Minarelli e especialista em análise e aconselhamento de carreira
Vangloriar-se de suas conquistas pessoais
"Na hora de 'vender seu peixe' ponha o ego de lado e não em primeiro lugar. O discurso não pode estar recheado de "eu fiz"; "eu consegui"; "eu conquistei"; e "eu realizei". Quando você coloca todas as conquistas em primeira pessoa pode soar presunçoso para o entrevistador. Até porque, na maior parte das empresas, os projetos e as realizações não são fruto do trabalho individual, mas sim, de uma equipe. Na hora de destacar seus feitos, procure valorizar sua participação em um projeto de sucesso implementado por uma equipe, e a partir disso, destaque como foi sua atuação para que ele fosse bem-sucedido. Lembre-se: egocentrismo não é uma característica admirada pelos contratantes. Para não cair nessa, vale treinar na frente do espelho. Olho no olho, com segurança no discurso. Um pouco de bom humor também ajuda. Existe uma tese que diz: quando você sorri, se desarma internamente e se torna mais receptivo."
Irene Ferreira Azevedo, professora de Liderança da BBS (Brazilian Business School)
Não perguntar nada durante a entrevista
"Não é porque você está fazendo uma entrevista que sua participação na conversa deve se limitar a responder o que o entrevistador pergunta. Por timidez ou insegurança, muita gente sai com dúvida da entrevista e isso é ruim. Caso o recrutador não mencione, é sua obrigação perguntar detalhes sobre a rotina de trabalho e benefícios. Porém, isso não significa que você deve incorporar o perguntador chato. Caso a explicação sobre a vaga não tenha sido suficiente para esclarecer suas dúvidas, pergunte com bastante delicadeza novamente: 'Desculpe-me, não ficou muito claro para mim'. Agora, se mesmo assim restarem dúvidas, deixe para outra ocasião. Perguntar sobre o salário não é uma coisa ruim, desde que você não se preocupe só em saber quanto será a remuneração. Procure se informar sobre outros detalhes para não mostrar que está interessado só no dinheiro."
Cristiane Cortez, consultora de carreira do IBTA Carreiras
Demonstrar desequilíbrio emocional
"Não é segredo para ninguém que o nervosismo pode atrapalhar, e muito, nos momentos decisivos. Na entrevista de emprego não poderia ser diferente. O candidato pode até ter o perfil ideal para a vaga, mas se deixar a tensão dominá-lo no momento em que precisa deixar claro suas qualificações, sua chance pode ir por água abaixo. O desequilíbrio emocional demonstrado pela insegurança e o nervosismo pode dizer ao recrutador que você não está pronto para assumir uma grande responsabilidade. Por isso, evite cometer erros como: levar um acompanhante para esperá-lo após a entrevista, inflar seu discurso com comentários negativos ou colocar-se em uma posição de vítima frente adversidades. Se você tem um bom currículo e suas características correspondem ao perfil da vaga, não há motivo para se preocupar."
Chegar atrasado
"Chegar atrasado numa entrevista, além de desorganização, demonstra que o candidato não está dando o devido valor à entrevista. A displicência com o horário mostra que você não priorizou tal compromisso em sua agenda. Além disso, fazer uma pessoa esperar é falta de respeito. Tempo é um recurso escasso, logo, deve ser bem aproveitado. Caso você, por algum motivo, atrase na entrevista, informe imediatamente o entrevistador. Verifique se é possível passar um candidato na sua frente, ou, se necessário, remarque a entrevista. Se você chegou no horário, mas tem compromisso para mais tarde o ideal é avisar o entrevistador de antemão. Não faça a entrevista na correria para não se sentir pressionado. Isso pode prejudicar seu desempenho."
Wander Mendes, professor e consultor na área de Gestão de Pessoas e Planejamento Estratégico da FGV-PR (Fundação Getúlio Vargas do Paraná).
Usar roupas informais demais
"Hoje em dia, os jovens são muito despojados. Na faculdade, não há nada de mal nisso. Agora, para a entrevista de emprego, não custa melhorar um pouco o visual. Isso não quer dizer que todo candidato a estágio ou jovem recém-formado deva vestir terno e gravata ou, no caso das meninas, tailer e scarpin. É preciso saber escolher a roupa e adequar o vestuário a cada tipo de empresa. Uma agência de publicidade, por exemplo, permite um visual mais informal. Agora, se a entrevista é para uma instituição financeira, é óbvio que o candidato terá de seguir a regra básica: esporte fino. Lembre-se: o que deve prender a atenção do entrevistador é o seu conteúdo e não a 'embalagem', portanto, jamais vá para a entrevista de chinelo, regata, roupa decotada, barriga aparecendo, saia curta ou short."
Marisa Silva, consultora de Recursos Humanos da Career Center
Não saber nada sobre a empresa ou o setor
"É muito comum que os candidatos partam para a entrevista de emprego sem saber sobre a empresa em questão ou sobre o setor em que ela está inserida, quando na verdade, ele deveria estar munido do maior número de informações possível. Se a empresa de recrutamento não divulgar qual é a companhia que está em busca de candidatos, ela deverá, ao menos, informar sobre o setor. Tem mais chance de sucesso o candidato que sabe se posicionar na entrevista porque domina o assunto trabalho, em detrimento daquele que não se deu ao trabalho de pesquisar mais sobre a empresa em questão. Sempre repito isso para meus alunos: informação nunca é demais."
Jaqueline Mascarenhas, consultora de carreira do Ibmec Minas Gerais
Expressar-se mal, com gírias e frases sem sentido
"O discurso mais adequado para uma entrevista é aquele em que o candidato consegue ser objetivo, responder as perguntas do entrevistador, expor seu ponto de vista quando é convidado a fazer isso e perguntar, com tato, detalhes sobre a vaga. No meio do caminho, porém, é muito comum que os candidatos façam uso de gírias e regionalismos na hora de tirar suas dúvidas. O linguajar é um detalhe importante, dependendo das expressões utilizadas, o discurso demonstra certa imaturidade do candidato. O ideal é responder as perguntas com calma, ter tempo para pensar e expor suas idéias com tranqüilidade. Este, aliás, é outro problema grave de muitos discursos. Tem candidato que fica tão nervoso na hora da entrevista que dispara a falar e quando percebe já mudou de assunto e não respondeu a pergunta do entrevistador. Isso é muito ruim, já que o ritmo da entrevista é um fator importante."
Marco Túlio Rodrigues Costa, professor de Aspectos Comportamentais Éticos de Gestão de Pessoas da FGV-BH (Fundação Getúlio Vargas de Belo Horizonte)
Mentir sobre suas qualificações
"Mentir na entrevista é o mesmo que dar corda para se enforcar. Inventar cursos, referências e pequenos sucessos colocam o candidato numa situação vulnerável porque, caso seja contratado, terá de sustentar essa inverdade por muito tempo. E como diz o ditado: mentira tem perna curta, hora ou outra seu deslize será descoberto. Aí o prejuízo será bem maior. Uma vez que seu superior descobrir que você não tem as habilidades destacadas na entrevista, perceberá que seu perfil não atende às necessidades da empresa, e mais, que errou ao apostar em sua seleção. Ao ser contratado, o indivíduo precisa ter claro que convenceu o recrutador de possuir determinadas competências. Ao mentir, não só estará provando que não as tem como atestará sua falta de caráter ao faltar com a verdade. Isso deixará o recrutador descontente duas vezes e poderá resultar em demissão comprometendo, inclusive, futuras recomendações."
Gustavo G. Boog, diretor da Boog Consultoria
Falar mal do emprego ou do chefe anterior
"Mesmo que esteja com raiva da empresa ou do chefe antigo, jamais fale mal deles na entrevista de emprego. Essa atitude é vista com maus olhos por 99,9% dos recrutadores. Na entrevista de emprego, o recrutador não está interessado em ficar por dentro de 'pendengas' cujas pessoas e razões ele simplesmente desconhece. Seu objetivo é investigar de que maneira seu perfil profissional e suas qualificações poderão ser úteis para a empresa. Caso você vá logo partindo para o discurso de que estava infeliz no emprego anterior porque seu chefe o perseguia, além de desviar o foco da entrevista, estará levantando questões que podem levar o recrutador a repensar sua contratação. Afinal, numa situação de conflito, é preciso avaliar a parcela de culpa de ambas as partes. Além disso, falar mal da empresa ou do antigo chefe revela uma postura antiética de sua parte, pois se tratam de segredos e detalhes de um negócio do qual você não faz mais parte. Mas, atenção: isso não quer dizer que você deva mentir, e sim, contornar a situação. Uma boa saída é dizer que saiu da empresa por estar em busca de novos desafios profissionais."
Maria Bernadete Pupo, gerente de Recursos Humanos da Unifeo e professora da FAC FITO
Disputar espaço com o entrevistador
"Para disfarçar o nervosismo, tem muita gente que acaba partindo para o ataque e disputando espaço com o recrutador durante a entrevista. Para driblar a insegurança, ele acaba querendo fazer pose de sabido a fim de triunfar sobre o recrutador. Isso tudo, porém, é muito mais que previsível para quem trabalha com Recursos Humanos. Aí, das duas uma: ou você perde a vaga porque o recrutador percebe sua insegurança por meio de uma postura imatura de quem está na defensiva, ou acaba sendo eliminado pela prepotência e o excesso de arrogância que esse comportamento demonstra. Por isso, não entre numa disputa direta com o recrutador. Espere, escute e, aí sim, faça suas considerações, sempre com humildade."
Mariá Giuliese, diretora-executiva da Lens Minarelli e especialista em análise e aconselhamento de carreira
Vangloriar-se de suas conquistas pessoais
"Na hora de 'vender seu peixe' ponha o ego de lado e não em primeiro lugar. O discurso não pode estar recheado de "eu fiz"; "eu consegui"; "eu conquistei"; e "eu realizei". Quando você coloca todas as conquistas em primeira pessoa pode soar presunçoso para o entrevistador. Até porque, na maior parte das empresas, os projetos e as realizações não são fruto do trabalho individual, mas sim, de uma equipe. Na hora de destacar seus feitos, procure valorizar sua participação em um projeto de sucesso implementado por uma equipe, e a partir disso, destaque como foi sua atuação para que ele fosse bem-sucedido. Lembre-se: egocentrismo não é uma característica admirada pelos contratantes. Para não cair nessa, vale treinar na frente do espelho. Olho no olho, com segurança no discurso. Um pouco de bom humor também ajuda. Existe uma tese que diz: quando você sorri, se desarma internamente e se torna mais receptivo."
Irene Ferreira Azevedo, professora de Liderança da BBS (Brazilian Business School)
Não perguntar nada durante a entrevista
"Não é porque você está fazendo uma entrevista que sua participação na conversa deve se limitar a responder o que o entrevistador pergunta. Por timidez ou insegurança, muita gente sai com dúvida da entrevista e isso é ruim. Caso o recrutador não mencione, é sua obrigação perguntar detalhes sobre a rotina de trabalho e benefícios. Porém, isso não significa que você deve incorporar o perguntador chato. Caso a explicação sobre a vaga não tenha sido suficiente para esclarecer suas dúvidas, pergunte com bastante delicadeza novamente: 'Desculpe-me, não ficou muito claro para mim'. Agora, se mesmo assim restarem dúvidas, deixe para outra ocasião. Perguntar sobre o salário não é uma coisa ruim, desde que você não se preocupe só em saber quanto será a remuneração. Procure se informar sobre outros detalhes para não mostrar que está interessado só no dinheiro."
Cristiane Cortez, consultora de carreira do IBTA Carreiras
Demonstrar desequilíbrio emocional
"Não é segredo para ninguém que o nervosismo pode atrapalhar, e muito, nos momentos decisivos. Na entrevista de emprego não poderia ser diferente. O candidato pode até ter o perfil ideal para a vaga, mas se deixar a tensão dominá-lo no momento em que precisa deixar claro suas qualificações, sua chance pode ir por água abaixo. O desequilíbrio emocional demonstrado pela insegurança e o nervosismo pode dizer ao recrutador que você não está pronto para assumir uma grande responsabilidade. Por isso, evite cometer erros como: levar um acompanhante para esperá-lo após a entrevista, inflar seu discurso com comentários negativos ou colocar-se em uma posição de vítima frente adversidades. Se você tem um bom currículo e suas características correspondem ao perfil da vaga, não há motivo para se preocupar."
Entrevista de Emprego
As 12 perguntas mais frequentes numa entrevista de emprego
Envie este artigo a um amigo
Tem uma entrevista de emprego e não sabe o que vão perguntar? Nós daremos uma ajuda para saber o que responder. Leia com atenção, treine e boa sorte!
1. Fale sobre si.
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.
3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.
4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.
5. O que procura num emprego?
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.
6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.
7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.
8. O que você faz no seu tempo livre?
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.
9. Quais são as suas maiores qualidades?
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.
10. E pontos negativos/defeitos?
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.
11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.
12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.
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1. Fale sobre si.
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.
2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.
3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.
4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir da melhor forma.
5. O que procura num emprego?
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o sucesso da sua empresa, etc.
6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.
7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.
8. O que você faz no seu tempo livre?
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.
9. Quais são as suas maiores qualidades?
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.
10. E pontos negativos/defeitos?
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários.
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.
11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela empresa.
12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram maior satisfação?
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.
Como NÃO FAZER um Curriculum Vitae
Ao enviar seu curriculum vitae para concorrer a uma vaga de emprego, você deve ter em mente o seguinte: as pessoas que trabalham com seleção NÃO TÊM TEMPO A PERDER. Em um processo seletivo esses profissionais recebem centenas, até mesmo milhares de currículuns.
A primeira fase deste processo é a triagem. Nela, os selecionadores têm pouco tempo para, dada uma pilha de curriculuns impressos ou ainda em formato digital, decidirem quais deles devem ser selecionados para a próxima fase e quais vão diretamente para o lixo. Se você não quer que sua chance de conquistar o emprego termine logo nesta etapa, siga TODAS as dicas abaixo evitando diversos erros comuns:
1) Número de conta bancária, título de eleitor, MSN, identidade ficam de FORA.
Preencha o curriculum vitae apenas com informações ESSENCIAIS. Lembre-se: os selecionadores NÃO TÊM TEMPO A PERDER.
2) Não importa se você é lindo(a). FOTO apenas se solicitado.
Ainda que você se pareça com o Reynaldo Gianecchini ou com a Gisele Bundchen, não coloque sua foto em seu CV - isto é completamente desnecessário. As exceções a esta regra são curriculuns de candidatos a vagas de modelo ou cuja beleza física esteja diretamente associada a atividade a ser exercida.
3) Novela mexicana somente na televisão
Embora sua história de vida ou situação atual possam ser de grande interesse para um seriado televisivo, você deve chamar a atenção do selecionador por suas capacidades profissionais. Evite escrever no curriculum vitae coisas do tipo "Por favor, preciso desse emprego para sustentar meus 13 filhos doentes" ou ainda "Tenho muita vontade de trabalhar nessa empresa, até de graça".
4) Papel somente branco - rosa, vermelho, azul, verde e de outras cores NUNCA
Infelizmente algumas pessoas acreditam que devem chamar a atenção pelo excesso. Enviar seu curriculum vitae impresso em papel de cores "espalhafatosas" é certeza de chamar a atenção... dentre os inúmeros currículos amassados e arremessados na lata de lixo.
5) Evite fonte rebuscadas
Nada de utilizar fontes como Comic Sans ou outras do gênero para chamar a atenção. Utilizar fonte Times New Roman também não é aconselhável, desde que é uma fonte comum e sem destaque. Boas escolhas são Verdana, Georgia ou Arial, fontes elegantes e formais.
6) Não minta JAMAIS
Já vi candidatos passarem por situações constrangedoras ao serem pré-selecionados e, durante a entrevista, serem pegos em suas mentiras. Um exemplo clássico é o relacionado a idiomas. O sujeito diz ter nível fluente de inglês e, no meio da entrevista, o selecionador, sem qualquer introdução, começa a falar nesta língua. O candidato baixa a cabeça e pronuncia alguma desculpa qualquer. Resultado: MAIS UM ELIMINADO.
7) "Menas", "seje", "emcima" - POR FAVOR, NÃOOOOOOOOOOOOO!!!
Sempre é válido frisar: muito cuidado com o português. Após redigir seu curriculum no computador, utilize o corretor ortográfico do seu editor. Leia e releia seu texto. Peça sempre algum conhecido de confiança para revisar seu documento antes de enviá-lo para as empresas.
8) Ninguém quer saber se você é um excelente atacante de futebol do clube do seu bairro nem que fez um curso sobre como preparar comida chinesa no inverno passado.
A não ser que você esteja concorrendo a uma vaga de jogador de futebol ou a um restaurante essa regra é extremamente válida. Muitas pessoas costumam colocar uma série de baboseiras ao final de seu curriculum vitae para preencher espaço. Evite ao máximo utilizar este recurso para não passar a mensagem de alguém com pouca qualificação para a vaga em si.
9) Nada de correções utilizando caneta.
A apresentação do curriculum é tão importante quanto seu conteúdo. Caso encontre algum erro, nunca utilize corretivo ou escreva de caneta esferográfica no mesmo. Imprima uma nova cópia.
10) Não utilize XEROX.
Imprima seu curriculum sempre em formato A4, utilizando uma impressora e papéis de boa qualidade (gramatura 90g/m2). Não utilize XEROX.
A primeira fase deste processo é a triagem. Nela, os selecionadores têm pouco tempo para, dada uma pilha de curriculuns impressos ou ainda em formato digital, decidirem quais deles devem ser selecionados para a próxima fase e quais vão diretamente para o lixo. Se você não quer que sua chance de conquistar o emprego termine logo nesta etapa, siga TODAS as dicas abaixo evitando diversos erros comuns:
1) Número de conta bancária, título de eleitor, MSN, identidade ficam de FORA.
Preencha o curriculum vitae apenas com informações ESSENCIAIS. Lembre-se: os selecionadores NÃO TÊM TEMPO A PERDER.
2) Não importa se você é lindo(a). FOTO apenas se solicitado.
Ainda que você se pareça com o Reynaldo Gianecchini ou com a Gisele Bundchen, não coloque sua foto em seu CV - isto é completamente desnecessário. As exceções a esta regra são curriculuns de candidatos a vagas de modelo ou cuja beleza física esteja diretamente associada a atividade a ser exercida.
3) Novela mexicana somente na televisão
Embora sua história de vida ou situação atual possam ser de grande interesse para um seriado televisivo, você deve chamar a atenção do selecionador por suas capacidades profissionais. Evite escrever no curriculum vitae coisas do tipo "Por favor, preciso desse emprego para sustentar meus 13 filhos doentes" ou ainda "Tenho muita vontade de trabalhar nessa empresa, até de graça".
4) Papel somente branco - rosa, vermelho, azul, verde e de outras cores NUNCA
Infelizmente algumas pessoas acreditam que devem chamar a atenção pelo excesso. Enviar seu curriculum vitae impresso em papel de cores "espalhafatosas" é certeza de chamar a atenção... dentre os inúmeros currículos amassados e arremessados na lata de lixo.
5) Evite fonte rebuscadas
Nada de utilizar fontes como Comic Sans ou outras do gênero para chamar a atenção. Utilizar fonte Times New Roman também não é aconselhável, desde que é uma fonte comum e sem destaque. Boas escolhas são Verdana, Georgia ou Arial, fontes elegantes e formais.
6) Não minta JAMAIS
Já vi candidatos passarem por situações constrangedoras ao serem pré-selecionados e, durante a entrevista, serem pegos em suas mentiras. Um exemplo clássico é o relacionado a idiomas. O sujeito diz ter nível fluente de inglês e, no meio da entrevista, o selecionador, sem qualquer introdução, começa a falar nesta língua. O candidato baixa a cabeça e pronuncia alguma desculpa qualquer. Resultado: MAIS UM ELIMINADO.
7) "Menas", "seje", "emcima" - POR FAVOR, NÃOOOOOOOOOOOOO!!!
Sempre é válido frisar: muito cuidado com o português. Após redigir seu curriculum no computador, utilize o corretor ortográfico do seu editor. Leia e releia seu texto. Peça sempre algum conhecido de confiança para revisar seu documento antes de enviá-lo para as empresas.
8) Ninguém quer saber se você é um excelente atacante de futebol do clube do seu bairro nem que fez um curso sobre como preparar comida chinesa no inverno passado.
A não ser que você esteja concorrendo a uma vaga de jogador de futebol ou a um restaurante essa regra é extremamente válida. Muitas pessoas costumam colocar uma série de baboseiras ao final de seu curriculum vitae para preencher espaço. Evite ao máximo utilizar este recurso para não passar a mensagem de alguém com pouca qualificação para a vaga em si.
9) Nada de correções utilizando caneta.
A apresentação do curriculum é tão importante quanto seu conteúdo. Caso encontre algum erro, nunca utilize corretivo ou escreva de caneta esferográfica no mesmo. Imprima uma nova cópia.
10) Não utilize XEROX.
Imprima seu curriculum sempre em formato A4, utilizando uma impressora e papéis de boa qualidade (gramatura 90g/m2). Não utilize XEROX.
Modelos de Curriculum Vitae
Ao escrever seu curriculum vitae você deve observar uma série de regras e dicas que visam diferenciá-lo entre os demais candidatos a vaga, destacando suas qualidades profissionais e pessoais. Antes de começar a escrever este documento, procure fazer uma reflexão sobre sua formação e carreira profissional, identificando seus pontos fortes. Na hora de redigí-lo, faça-o com calma, sem pressa - leia e releia-o várias vezes até ter a certeza de que está tudo certo.
Embora o conteúdo certamente fale mais alto, a apresentação do curriculum conta muitos pontos a favor. Um curriculum bem apresentável, organizado e impresso em um bom papel, transmite a idéia de um profissional competente e diferenciado. Utilize uma boa impressora e papéis brancos, no formato A4, de boa gramatura (90g/m2 por exemplo). Não utilize xerox nem imprima seu documento frente e verso.
Como Fazer um Curriculum Vitae
Ao escrever seu curriculum vitae você deve observar uma série de regras e dicas que visam diferenciá-lo entre os demais candidatos a vaga, destacando suas qualidades profissionais e pessoais. Antes de começar a escrever este documento, procure fazer uma reflexão sobre sua formação e carreira profissional, identificando seus pontos fortes. Na hora de redigí-lo, faça-o com calma, sem pressa - leia e releia-o várias vezes até ter a certeza de que está tudo certo.
Abaixo listamos alguns pontos importantes sobre como fazer um curriculum vitae chamativo e atraente, resultado de anos de nossa experiência na área de seleção e RH.
1) Não torne-se o "ilustre incomunicável" da vez
Pode parecer mentira mas não é. Já recebemos inúmeros currículos em que os autores simplesmente esqueceram-se de colocar seus dados de contato. Resultado: curriculum pré-selecionado durante a fase de triagem e o canditato eliminado por ser impossível encontrá-lo.
As informações de contato, telefone fixo, telefone celular e e-mail, devem aparecer no topo do curriculum vitae, junto ao nome, endereço e estado civil. Em caso de dúvidas, veja nosso modelo de curriculum. Lembre-se de manter esses dados sempre atualizados. No caso do e-mail, liste apenas aquele que você utiliza com mais frequência.
2) Vá direto ao ponto
Deixe claro logo no início de seu curriculum vitae qual vaga está concorrendo ou qual área está interessado. Não cite mais de uma vaga ou área, o que transmite a idéia de um profissional sem foco.
3) Seja seletivo - inclua APENAS o essencial
Lembre-se de que o tempo médio de avaliação de um curriculum vitae por parte de um profissional de seleção é de 45 segundos. Concentre-se naquelas informações essenciais sobre você e sua carreira e que o diferenciam e capacitam-o para a vaga em questão.
Se a vaga é para assistente financeiro, não é necessário mencionar sua experiência em manutenção de impressoras. Se você possui 38 anos e concorre a uma vaga de gerente comercial, não é necessário citar sua experiência como office-boy aos 15 anos.
Quanto ao número de páginas utilize, no máximo, 3. Para a maioria das vagas, 1 ou 2 páginas bastam.
4) Uma boa apresentação conta muito
Embora o conteúdo certamente fale mais alto, a apresentação do curriculum conta muitos pontos a favor. Um curriculum bem apresentável, organizado e impresso em um bom papel, transmite a idéia de um profissional competente e diferenciado. Utilize uma boa impressora e papéis brancos, no formato A4, de boa gramatura (90g/m2 por exemplo). Não utilize xerox nem imprima seu documento frente e verso.
5) Facilite a leitura do avaliador
A maioria dos avaliadores de currículos já passou dos 40 anos. Assim, é natural que estas pessoas tenham alguma dificuldade na leitura. Facilite este processo e ganhe alguns créditos.
Use sempre letras na cor preta (ou cinza escuro) e com tamanho igual ou superior a 10 pontos. Evite utilizar fontes rebuscadas. Boas escolhas são Verdana, Georgia ou Arial, fontes elegantes e formais. Configure seu editor de texto para deixar um espaço entre as linhas. Deixe uma boa margem entre o conteúdo e a folha.
Agrupe as informações do seu curriculum vitae em blocos como Formação Acadêmica, Experiência Profissional, Atividades e Cursos Complementares. Veja nossos modelos de curriculum.
6) Cuidado com o português
Sempre é válido frisar: muito cuidado com o português. Evite abreviaturas. Após redigir seu curriculum no computador, utilize o corretor ortográfico do seu editor. Peça sempre algum conhecido de confiança para revisar seu documento após finalizá-lo.
7) Dinheiro é um assunto a ser tratado na entrevista
Não mencione sua pretenção salarial em seu curriculum vitae. O valor pode ser um empecilho para que você seja chamado para uma entrevista, o momento oportuno para debater sobre este assunto. Evite colocar também seus salários anteriores quando descrevendo suas experiências passadas.
Embora o conteúdo certamente fale mais alto, a apresentação do curriculum conta muitos pontos a favor. Um curriculum bem apresentável, organizado e impresso em um bom papel, transmite a idéia de um profissional competente e diferenciado. Utilize uma boa impressora e papéis brancos, no formato A4, de boa gramatura (90g/m2 por exemplo). Não utilize xerox nem imprima seu documento frente e verso.
Como Fazer um Curriculum Vitae
Ao escrever seu curriculum vitae você deve observar uma série de regras e dicas que visam diferenciá-lo entre os demais candidatos a vaga, destacando suas qualidades profissionais e pessoais. Antes de começar a escrever este documento, procure fazer uma reflexão sobre sua formação e carreira profissional, identificando seus pontos fortes. Na hora de redigí-lo, faça-o com calma, sem pressa - leia e releia-o várias vezes até ter a certeza de que está tudo certo.
Abaixo listamos alguns pontos importantes sobre como fazer um curriculum vitae chamativo e atraente, resultado de anos de nossa experiência na área de seleção e RH.
1) Não torne-se o "ilustre incomunicável" da vez
Pode parecer mentira mas não é. Já recebemos inúmeros currículos em que os autores simplesmente esqueceram-se de colocar seus dados de contato. Resultado: curriculum pré-selecionado durante a fase de triagem e o canditato eliminado por ser impossível encontrá-lo.
As informações de contato, telefone fixo, telefone celular e e-mail, devem aparecer no topo do curriculum vitae, junto ao nome, endereço e estado civil. Em caso de dúvidas, veja nosso modelo de curriculum. Lembre-se de manter esses dados sempre atualizados. No caso do e-mail, liste apenas aquele que você utiliza com mais frequência.
2) Vá direto ao ponto
Deixe claro logo no início de seu curriculum vitae qual vaga está concorrendo ou qual área está interessado. Não cite mais de uma vaga ou área, o que transmite a idéia de um profissional sem foco.
3) Seja seletivo - inclua APENAS o essencial
Lembre-se de que o tempo médio de avaliação de um curriculum vitae por parte de um profissional de seleção é de 45 segundos. Concentre-se naquelas informações essenciais sobre você e sua carreira e que o diferenciam e capacitam-o para a vaga em questão.
Se a vaga é para assistente financeiro, não é necessário mencionar sua experiência em manutenção de impressoras. Se você possui 38 anos e concorre a uma vaga de gerente comercial, não é necessário citar sua experiência como office-boy aos 15 anos.
Quanto ao número de páginas utilize, no máximo, 3. Para a maioria das vagas, 1 ou 2 páginas bastam.
4) Uma boa apresentação conta muito
Embora o conteúdo certamente fale mais alto, a apresentação do curriculum conta muitos pontos a favor. Um curriculum bem apresentável, organizado e impresso em um bom papel, transmite a idéia de um profissional competente e diferenciado. Utilize uma boa impressora e papéis brancos, no formato A4, de boa gramatura (90g/m2 por exemplo). Não utilize xerox nem imprima seu documento frente e verso.
5) Facilite a leitura do avaliador
A maioria dos avaliadores de currículos já passou dos 40 anos. Assim, é natural que estas pessoas tenham alguma dificuldade na leitura. Facilite este processo e ganhe alguns créditos.
Use sempre letras na cor preta (ou cinza escuro) e com tamanho igual ou superior a 10 pontos. Evite utilizar fontes rebuscadas. Boas escolhas são Verdana, Georgia ou Arial, fontes elegantes e formais. Configure seu editor de texto para deixar um espaço entre as linhas. Deixe uma boa margem entre o conteúdo e a folha.
Agrupe as informações do seu curriculum vitae em blocos como Formação Acadêmica, Experiência Profissional, Atividades e Cursos Complementares. Veja nossos modelos de curriculum.
6) Cuidado com o português
Sempre é válido frisar: muito cuidado com o português. Evite abreviaturas. Após redigir seu curriculum no computador, utilize o corretor ortográfico do seu editor. Peça sempre algum conhecido de confiança para revisar seu documento após finalizá-lo.
7) Dinheiro é um assunto a ser tratado na entrevista
Não mencione sua pretenção salarial em seu curriculum vitae. O valor pode ser um empecilho para que você seja chamado para uma entrevista, o momento oportuno para debater sobre este assunto. Evite colocar também seus salários anteriores quando descrevendo suas experiências passadas.
Um currículo diferenciado é tudo
mercado de trabalho hoje em dia esta muito competitivo, por mais qualidades que você tenha, sempre tem alguém que competi com você.
Então o que acha de inovar com a entrega de um curriculo diferenciado, bem elaborado e “enfeitado”? Custa nada arriscar.
Recebi este site, Mestre dos Currículos, que conversa com você e vai pegando suas informações. No final ele gera um currículo ÚNICO e exclusivo SEU. O mais legal é a forma como o “Mestre” conversa e trata cada pergunta respondida. Parabéns para os idealizadores.
Estou criando nesse momento o meu currículo oficial, pois fiz um brincando apenas para testar.
Um currículo diferenciado, em percursos equivalentes
--------------------------------------------------------------------------------
O futuro sistema escolar não pode continuar a repousar no currículo unificado(1). A sua base deve assentar num currículo comparável(2). Este currículo deve dispor de um núcleo comum a ser estudado por todos os alunos. Deste núcleo faz parte o conhecimento e o uso da língua mãe, o estudo da organização política e da história do país e do mundo, bem como uma língua estrangeira à escolha do aluno. É em torno deste núcleo que o aluno, com apoio de pais e professores, estruturará o seu currículo para o sucesso.
Não é permitido que um aluno transite de ano sem obter sucesso na aquisição dos conteúdos de todas as disciplinas que escolheu. É permitido que mude de disciplinas. E é considerado normal que em relação a uma ou outra disciplina, cujo conteúdo não adquiriu com sucesso ao longo do ano, possa tentar resolver o problema em cursos de Verão para isso organizados.
Este é um modelo que, em parte, está já em prática no ensino secundário, onde os alunos, ao escolherem um determinado número de disciplinas, não ficam numa situação de vantagem ou desvantagem em relação àqueles que escolhem um conjunto de disciplinas diferentes.
Para compreender o alcance desta proposta, é preciso aceitar, acima de tudo, que os alunos não são todos iguais e que não têm os mesmos interesses. O que a realidade nos mostra é que quando colocados sob a obrigatoriedade de aprenderem rigorosamente as mesmas matérias, há um pequeno grupo que irá corresponder a esse modelo, um grupo pouco maior que o primeiro que irá responder medianamente e uma maioria que não vai conseguir responder porque não se identifica com essas exigências e, por isso, acaba por abandonar o sistema escolar.
O currículo unificado é, em grande parte, o responsável pelas elevadas taxas de insucesso dos alunos portugueses. Acresce que o actual currículo está desactualizado. A sua estrutura continua fiel ao velho Iluminismo dos séculos XVIII e XIX. A ciência e a tecnologia, o saber, é hoje muito diferente. O lugar dos diversos saberes na nova sociedade já não é o mesmo. Surgiram novos conhecimentos. O conhecimento cresce a uma velocidade sem paralelo ao tempo da fundação do velho sistema educativo. A configuração do currículo e o acesso ao conhecimento por parte das novas gerações tem de ser diferente.
Importa, pois, repensar o currículo. E é fundamental ter em conta a diversidade dos alunos que hoje chegam à escola. Já não chegam só alguns, chegam todos. Já não se pretende seleccionar e eliminar, o que se quer é dar a cada um a oportunidade de desenvolver ao máximo as suas potencialidades. E tanto importa que as potencialidades de um aluno sejam maiores no campo da matemática, da música, da física ou da filosofia. Importa é que, por causa do dogma do currículo unificado, os alunos sejam condenados a percursos escolares de insucesso.
Que valor tem para a matemática, para o aluno e para a sociedade, que um aluno adquira o certificado do 9º ano de escolaridade sem ter tido, ao longo do seu percurso escolar, uma só classificação positiva a matemática? Não seria mais racional tê-lo deixado trocar matemática por biologia ou por música? Não teria sido melhor para todos uma história escolar de sucesso? E permitir a um aluno que não tem sucesso numa disciplina trocá-la por outra não permitirá que os que ficam nas disciplinas desejadas aprendam com mais eficiência?
(1) Aqui tido como um currículo em que todos os alunos têm obrigatoriamente de estudar rigorosamente as mesmas disciplinas e ser submetidos rigorosamente às mesmas formas de avaliação.
(2) Currículo comparável é aquele em que o aluno, tendo o mesmo número de disciplinas e a mesma carga horária, escolhe as disciplinas, a partir de um amplo leque de oferta, em função dos seus interesses. As disciplinas têm todas o mesmo valor educativo. Os métodos de avaliação e a certificação são semelhantes para todos os alunos.
Então o que acha de inovar com a entrega de um curriculo diferenciado, bem elaborado e “enfeitado”? Custa nada arriscar.
Recebi este site, Mestre dos Currículos, que conversa com você e vai pegando suas informações. No final ele gera um currículo ÚNICO e exclusivo SEU. O mais legal é a forma como o “Mestre” conversa e trata cada pergunta respondida. Parabéns para os idealizadores.
Estou criando nesse momento o meu currículo oficial, pois fiz um brincando apenas para testar.
Um currículo diferenciado, em percursos equivalentes
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O futuro sistema escolar não pode continuar a repousar no currículo unificado(1). A sua base deve assentar num currículo comparável(2). Este currículo deve dispor de um núcleo comum a ser estudado por todos os alunos. Deste núcleo faz parte o conhecimento e o uso da língua mãe, o estudo da organização política e da história do país e do mundo, bem como uma língua estrangeira à escolha do aluno. É em torno deste núcleo que o aluno, com apoio de pais e professores, estruturará o seu currículo para o sucesso.
Não é permitido que um aluno transite de ano sem obter sucesso na aquisição dos conteúdos de todas as disciplinas que escolheu. É permitido que mude de disciplinas. E é considerado normal que em relação a uma ou outra disciplina, cujo conteúdo não adquiriu com sucesso ao longo do ano, possa tentar resolver o problema em cursos de Verão para isso organizados.
Este é um modelo que, em parte, está já em prática no ensino secundário, onde os alunos, ao escolherem um determinado número de disciplinas, não ficam numa situação de vantagem ou desvantagem em relação àqueles que escolhem um conjunto de disciplinas diferentes.
Para compreender o alcance desta proposta, é preciso aceitar, acima de tudo, que os alunos não são todos iguais e que não têm os mesmos interesses. O que a realidade nos mostra é que quando colocados sob a obrigatoriedade de aprenderem rigorosamente as mesmas matérias, há um pequeno grupo que irá corresponder a esse modelo, um grupo pouco maior que o primeiro que irá responder medianamente e uma maioria que não vai conseguir responder porque não se identifica com essas exigências e, por isso, acaba por abandonar o sistema escolar.
O currículo unificado é, em grande parte, o responsável pelas elevadas taxas de insucesso dos alunos portugueses. Acresce que o actual currículo está desactualizado. A sua estrutura continua fiel ao velho Iluminismo dos séculos XVIII e XIX. A ciência e a tecnologia, o saber, é hoje muito diferente. O lugar dos diversos saberes na nova sociedade já não é o mesmo. Surgiram novos conhecimentos. O conhecimento cresce a uma velocidade sem paralelo ao tempo da fundação do velho sistema educativo. A configuração do currículo e o acesso ao conhecimento por parte das novas gerações tem de ser diferente.
Importa, pois, repensar o currículo. E é fundamental ter em conta a diversidade dos alunos que hoje chegam à escola. Já não chegam só alguns, chegam todos. Já não se pretende seleccionar e eliminar, o que se quer é dar a cada um a oportunidade de desenvolver ao máximo as suas potencialidades. E tanto importa que as potencialidades de um aluno sejam maiores no campo da matemática, da música, da física ou da filosofia. Importa é que, por causa do dogma do currículo unificado, os alunos sejam condenados a percursos escolares de insucesso.
Que valor tem para a matemática, para o aluno e para a sociedade, que um aluno adquira o certificado do 9º ano de escolaridade sem ter tido, ao longo do seu percurso escolar, uma só classificação positiva a matemática? Não seria mais racional tê-lo deixado trocar matemática por biologia ou por música? Não teria sido melhor para todos uma história escolar de sucesso? E permitir a um aluno que não tem sucesso numa disciplina trocá-la por outra não permitirá que os que ficam nas disciplinas desejadas aprendam com mais eficiência?
(1) Aqui tido como um currículo em que todos os alunos têm obrigatoriamente de estudar rigorosamente as mesmas disciplinas e ser submetidos rigorosamente às mesmas formas de avaliação.
(2) Currículo comparável é aquele em que o aluno, tendo o mesmo número de disciplinas e a mesma carga horária, escolhe as disciplinas, a partir de um amplo leque de oferta, em função dos seus interesses. As disciplinas têm todas o mesmo valor educativo. Os métodos de avaliação e a certificação são semelhantes para todos os alunos.
Primeiro emprego
que é importante ser considerado?
O aspecto mais importante é o lado comportamental, as atitudes diante da vida e do trabalho, tais como a vontade, o querer, o senso de responsabilidade e de disponibilidade. Nesse momento, a experiência ainda é pouco relevante.
Mesmo sendo muitas vezes difícil o 1º emprego e quase sempre demandado diante de uma forte necessidade financeira familiar, ainda assim o que deve prevalecer é a motivação, o interesse pessoal de poder trabalhar, de ser útil e de crescer.
Exemplos:
Muitas vezes, na busca do emprego, os pais levam os filhos praticamente a reboque na busca do trabalho. Logo nos primeiros contatos, pode-se perceber que a vontade é dos pais e que, se pudesse, o filho diria: “Me inclui fora dessa!”
Outras vezes, dizem que desejam muito trabalhar, mas, quando lhe são colocadas as exigências da função, como, por exemplo, trabalhar aos sábados ou em horário noturno, o seu querer se dilui...
Sem a vontade interior e um nível de consciência do que seja um trabalho, do que seja uma empresa, ou mesmo do que uma empresa espera ou valoriza em seus funcionários, não podemos esperar muita consistência no querer do iniciante, podendo haver vulnerabilidades na relação de trabalho.
Outro aspecto fundamental: o jovem precisa estar de prontidão para não perder uma oportunidade profissional. Existe uma frase de autor desconhecido que expressa bem esta situação:
“Quando a oportunidade bate à porta, algumas pessoas estão no quintal, procurando o trevo de quatro folhas”.
O que fazer para estar de prontidão?
- Desenvolver a autoconfiança, a auto-estima e a cidadania. Qualquer que seja a relação de trabalho, exigirá maturidade. Nos contatos pessoais, o jovem deve demonstrar sua espontaneidade, humildade e honestidade. Transmitir uma imagem positiva e bem humorada. Agir com proatividade, não esperando que os outros façam por ele, aquilo que só ele pode fazer. - Estimular o autoconhecimento e autocrítica pessoal, ampliando a consciência de seus pontos fortes e dos aspectos que precisam ser desenvolvidos, em termos de conhecimentos, habilidades e comportamentos. - Ter bom senso, disciplina e responsabilidade ao procurar o seu trabalho, cuidando da sua apresentação e aparência pessoal. Lembrar-se que uma boa apresentação começa pela higiene, pelo uso de roupas e de acessórios pessoais discretos e de uma comunicação respeitosa e adequada à realidade. - Dedicar-se aos estudos, principalmente os de natureza profissionalizante. O jovem deve ter a consciência de que o caminho para ingressar e competir neste mundo ou mercado de trabalho passa pela educação. Às vezes, muitos deixam os estudos por causa do trabalho. -Adquirir conhecimentos de ferramentas básicas de informática, como editores de texto, planilhas, internet, etc, antes de procurar um trabalho. -Participar de trabalhos voluntários. Hoje existe uma gama de oportunidades que ajudam a ampliar a visão prática do mundo, das organizações e a formar uma rede de relacionamentos. São locais onde será possível obter referências interessantes para a conduta social e desenvolvimento da cidadania, pois propicia contato com pessoas com experiência de vida, capazes de transmitir uma boa orientação. Além disto, percebendo o seu esforço, suas atitudes e habilidades poderão ajudá-lo a abrir as portas para o mundo do trabalho. Ex: Associações Comunitárias, ONG’s, Pastorais da Igreja, movimentos comunitários, etc. - Aproveitar o seu tempo e energia. Estar atento aos cursos extracurriculares e aos eventos e atividades culturais, muitos deles gratuitos ou de baixo custo. Como exemplo, podemos citar os cursos de iniciação às relações de trabalho e práticas administrativas empresariais, técnicas de apresentação, participação em eventos culturais e de conhecimentos gerais, tais como seminários, palestras, fóruns, debates, etc. Navegar na internet, desenvolver o hábito da leitura (livros, revistas, jornais, opiniões, etc), assistir pelo menos um telejornal diariamente e buscar o domínio de um outro idioma são iniciativas capazes de ampliar suas possibilidades de sucesso na busca pelo emprego. O fundamental é o jovem demonstrar que está conectado com o mundo em que vive, pois esta sintonia é percebida positivamente pela maioria das empresas. Deve ser capaz de perceber a si mesmo, aos outros e às situações, estando atento a tudo. Além disso, deve estar aberto e disposto a perceber, perguntar, escutar, dialogar e aprender.
Quem busca o primeiro emprego deve procurar um trabalho onde possa aprender e dar um pontapé inicial em sua carreira, e não apenas um emprego, valorizando só o lado material como 13º, FGTS, estabilidade, vantagens, etc. Despertar para suas potencialidades e descobrir a sua vocação (voz interior) geralmente são alavancas que facilitam a caminhada de êxito no plano pessoal e profissional.
Por outro lado, as empresas devem estar abertas e preparadas para desenvolver ao máximo o potencial de cada novo colaborador, principalmente, aquele que estréia no seu primeiro emprego, ou seja, integrando-o, capacitando-o e criando condições favoráveis para que possa adaptar-se e mostrar todo o seu talento na empresa. Esta experiência profissional, muitas vezes, é determinante para o surgimento do entusiasmo, interesse e comprometimento das pessoas, que nunca tiveram a oportunidade de conviver num ambiente empresarial.
Finalmente, para elucidar as reflexões acima, transcrevo uma frase do consultor de empresas e escritor Peter Drucker: “Dê-me um funcionário de escritório com objetivo e eu lhe darei alguém que fará história. Dê-me alguém sem objetivo e eu lhe darei um funcionário de escritório.”
O aspecto mais importante é o lado comportamental, as atitudes diante da vida e do trabalho, tais como a vontade, o querer, o senso de responsabilidade e de disponibilidade. Nesse momento, a experiência ainda é pouco relevante.
Mesmo sendo muitas vezes difícil o 1º emprego e quase sempre demandado diante de uma forte necessidade financeira familiar, ainda assim o que deve prevalecer é a motivação, o interesse pessoal de poder trabalhar, de ser útil e de crescer.
Exemplos:
Muitas vezes, na busca do emprego, os pais levam os filhos praticamente a reboque na busca do trabalho. Logo nos primeiros contatos, pode-se perceber que a vontade é dos pais e que, se pudesse, o filho diria: “Me inclui fora dessa!”
Outras vezes, dizem que desejam muito trabalhar, mas, quando lhe são colocadas as exigências da função, como, por exemplo, trabalhar aos sábados ou em horário noturno, o seu querer se dilui...
Sem a vontade interior e um nível de consciência do que seja um trabalho, do que seja uma empresa, ou mesmo do que uma empresa espera ou valoriza em seus funcionários, não podemos esperar muita consistência no querer do iniciante, podendo haver vulnerabilidades na relação de trabalho.
Outro aspecto fundamental: o jovem precisa estar de prontidão para não perder uma oportunidade profissional. Existe uma frase de autor desconhecido que expressa bem esta situação:
“Quando a oportunidade bate à porta, algumas pessoas estão no quintal, procurando o trevo de quatro folhas”.
O que fazer para estar de prontidão?
- Desenvolver a autoconfiança, a auto-estima e a cidadania. Qualquer que seja a relação de trabalho, exigirá maturidade. Nos contatos pessoais, o jovem deve demonstrar sua espontaneidade, humildade e honestidade. Transmitir uma imagem positiva e bem humorada. Agir com proatividade, não esperando que os outros façam por ele, aquilo que só ele pode fazer. - Estimular o autoconhecimento e autocrítica pessoal, ampliando a consciência de seus pontos fortes e dos aspectos que precisam ser desenvolvidos, em termos de conhecimentos, habilidades e comportamentos. - Ter bom senso, disciplina e responsabilidade ao procurar o seu trabalho, cuidando da sua apresentação e aparência pessoal. Lembrar-se que uma boa apresentação começa pela higiene, pelo uso de roupas e de acessórios pessoais discretos e de uma comunicação respeitosa e adequada à realidade. - Dedicar-se aos estudos, principalmente os de natureza profissionalizante. O jovem deve ter a consciência de que o caminho para ingressar e competir neste mundo ou mercado de trabalho passa pela educação. Às vezes, muitos deixam os estudos por causa do trabalho. -Adquirir conhecimentos de ferramentas básicas de informática, como editores de texto, planilhas, internet, etc, antes de procurar um trabalho. -Participar de trabalhos voluntários. Hoje existe uma gama de oportunidades que ajudam a ampliar a visão prática do mundo, das organizações e a formar uma rede de relacionamentos. São locais onde será possível obter referências interessantes para a conduta social e desenvolvimento da cidadania, pois propicia contato com pessoas com experiência de vida, capazes de transmitir uma boa orientação. Além disto, percebendo o seu esforço, suas atitudes e habilidades poderão ajudá-lo a abrir as portas para o mundo do trabalho. Ex: Associações Comunitárias, ONG’s, Pastorais da Igreja, movimentos comunitários, etc. - Aproveitar o seu tempo e energia. Estar atento aos cursos extracurriculares e aos eventos e atividades culturais, muitos deles gratuitos ou de baixo custo. Como exemplo, podemos citar os cursos de iniciação às relações de trabalho e práticas administrativas empresariais, técnicas de apresentação, participação em eventos culturais e de conhecimentos gerais, tais como seminários, palestras, fóruns, debates, etc. Navegar na internet, desenvolver o hábito da leitura (livros, revistas, jornais, opiniões, etc), assistir pelo menos um telejornal diariamente e buscar o domínio de um outro idioma são iniciativas capazes de ampliar suas possibilidades de sucesso na busca pelo emprego. O fundamental é o jovem demonstrar que está conectado com o mundo em que vive, pois esta sintonia é percebida positivamente pela maioria das empresas. Deve ser capaz de perceber a si mesmo, aos outros e às situações, estando atento a tudo. Além disso, deve estar aberto e disposto a perceber, perguntar, escutar, dialogar e aprender.
Quem busca o primeiro emprego deve procurar um trabalho onde possa aprender e dar um pontapé inicial em sua carreira, e não apenas um emprego, valorizando só o lado material como 13º, FGTS, estabilidade, vantagens, etc. Despertar para suas potencialidades e descobrir a sua vocação (voz interior) geralmente são alavancas que facilitam a caminhada de êxito no plano pessoal e profissional.
Por outro lado, as empresas devem estar abertas e preparadas para desenvolver ao máximo o potencial de cada novo colaborador, principalmente, aquele que estréia no seu primeiro emprego, ou seja, integrando-o, capacitando-o e criando condições favoráveis para que possa adaptar-se e mostrar todo o seu talento na empresa. Esta experiência profissional, muitas vezes, é determinante para o surgimento do entusiasmo, interesse e comprometimento das pessoas, que nunca tiveram a oportunidade de conviver num ambiente empresarial.
Finalmente, para elucidar as reflexões acima, transcrevo uma frase do consultor de empresas e escritor Peter Drucker: “Dê-me um funcionário de escritório com objetivo e eu lhe darei alguém que fará história. Dê-me alguém sem objetivo e eu lhe darei um funcionário de escritório.”
Busca De Emprego
Procurar emprego é um emprego de período integral e exige muito empenho e constate atualização com as tendências do mercado. Aqui vão algumas dicas que podem melhorar sua busca por uma nova oportunidade de carreira
Procurar emprego é um emprego de período integral e exige muito empenho e constate atualização com as tendências do mercado. Aqui vão algumas dicas que podem melhorar sua busca por uma nova oportunidade de carreira
· Estabeleça uma rotina e não saia dela. Tenha um horário de expediente para procurar emprego. Prepare um lugar em casa, com telefone e computador (se possível) e defina objetivos diários a atingir: enviar tantos cvs para empresas de determinado setor, entrar em contato com pessoas que podem efetivamente lhe ajudar de imediato; verificar formas de ampliar sua rede de contatos, etc. Mesmo sem sair de casa, comporte-se como se estivesse trabalhando. E encare a busca por emprego como uma atividade comercial, em que você procura clientes interessados num “produto” específico – você.
· Mantenha a forma. È claro que se estiver desempregado, será difícil gastar com academia de ginástica, cabeleireiro, etc. Mas, você pode fazer caminhadas todas as manhãs, antes de “pegar no batente” para procurar emprego. E exercitar-se em casa mesmo, no fim do dia. Quanto ao vestuário, não é preciso usar grifes para apresentar-se bem. Roupas adequados ao seu tipo físico e ao ambiente de trabalho são mais do que suficientes para garantir o item “boa aparência”.
· Leia muito. Se tiver acesso à internet, procure informar-se sobre economia e política, lendo os principais portais. Tendências sobre o mercado de trabalho também podem ser obtidas na rede. Mas você também deve ler livros sobre assuntos de seu interesse – e não precisam necessariamente vincular-se a interesse profissional. A leitura ajuda ao profissional manter a cabeça estimulada num momento tão delicado da vida.A leitura também enriquece seu vocabulário.
· Use o telefone sem medo. Muita gente já perdeu excelentes oportunidades porque sentiu-se envergonhada de ligar para determinadas empresas. Não entre nessa. Melhor do que enviar currículo é conversar diretamente com quem decide, seja o recrutador, seja o responsável pela área que tem a vaga em aberto. Assim, por meio de sua rede de contatos, vá angariando nomes de profissionais que podem lhe dar outras indicações. Uma hora, você acerta.
· Freqüente cursos e eventos. Tudo bem, não estamos falando de eventos e cursos pagos. Mas há sempre uma série de seminários e palestras grátis que lhe dão oportunidade de ampliar sua rede de contatos e de manter-se atualizado sobre uma série de temas. Não deixe de freqüentá-los.
· Diga sempre “obrigado pela atenção. Você conversou com a recepcionista de uma empresa? O chefe do departamento de pessoal? O diretor da área onde pretende trabalhar? Agradeça a cada um a atenção dispensada. Não importa a hierarquia, o agradecimento é fundamental. E abre muitas portas. Você poderá verificar da próxima vez que precisar entrar em contato esta empresa.
· Faça anotações. Participou de uma entrevista? Anote em uma agenda ou caderno de notas o dia da entrevista, com quem conversou, o que conversaram e suas impressões sobre a conversa. Entrou em contato com alguém da sua network? Proceda da mesma maneira. Anote dia e hora do contato, o que conversaram e o resultado obtido. Em pouco tempo, você terá a “memória” da sua busca de emprego para poder planejar melhor suas próximas ações.
· Faça trabalho voluntário. O Brasil já está cheio de oportunidades no chamado Terceiro Setor. Com isso, você ocupa parte do seu tempo e desenvolve algumas habilidades, além de prestar um serviço relevante para a sociedade.
· Esteja sempre pronto para o imprevisto. A oportunidade pode aparecer até mesmo num encontro informal. Esteja preparado para “agarrá-la”.
Hoje em dia o que precisamos ter para conseguir emprego são os dois Q.I., (inteligência e a pessoa quem indica ), por isso é importante fazer network e aumentar cada vez mais essa rede de relacionamentos .
Procurar emprego é um emprego de período integral e exige muito empenho e constate atualização com as tendências do mercado. Aqui vão algumas dicas que podem melhorar sua busca por uma nova oportunidade de carreira
· Estabeleça uma rotina e não saia dela. Tenha um horário de expediente para procurar emprego. Prepare um lugar em casa, com telefone e computador (se possível) e defina objetivos diários a atingir: enviar tantos cvs para empresas de determinado setor, entrar em contato com pessoas que podem efetivamente lhe ajudar de imediato; verificar formas de ampliar sua rede de contatos, etc. Mesmo sem sair de casa, comporte-se como se estivesse trabalhando. E encare a busca por emprego como uma atividade comercial, em que você procura clientes interessados num “produto” específico – você.
· Mantenha a forma. È claro que se estiver desempregado, será difícil gastar com academia de ginástica, cabeleireiro, etc. Mas, você pode fazer caminhadas todas as manhãs, antes de “pegar no batente” para procurar emprego. E exercitar-se em casa mesmo, no fim do dia. Quanto ao vestuário, não é preciso usar grifes para apresentar-se bem. Roupas adequados ao seu tipo físico e ao ambiente de trabalho são mais do que suficientes para garantir o item “boa aparência”.
· Leia muito. Se tiver acesso à internet, procure informar-se sobre economia e política, lendo os principais portais. Tendências sobre o mercado de trabalho também podem ser obtidas na rede. Mas você também deve ler livros sobre assuntos de seu interesse – e não precisam necessariamente vincular-se a interesse profissional. A leitura ajuda ao profissional manter a cabeça estimulada num momento tão delicado da vida.A leitura também enriquece seu vocabulário.
· Use o telefone sem medo. Muita gente já perdeu excelentes oportunidades porque sentiu-se envergonhada de ligar para determinadas empresas. Não entre nessa. Melhor do que enviar currículo é conversar diretamente com quem decide, seja o recrutador, seja o responsável pela área que tem a vaga em aberto. Assim, por meio de sua rede de contatos, vá angariando nomes de profissionais que podem lhe dar outras indicações. Uma hora, você acerta.
· Freqüente cursos e eventos. Tudo bem, não estamos falando de eventos e cursos pagos. Mas há sempre uma série de seminários e palestras grátis que lhe dão oportunidade de ampliar sua rede de contatos e de manter-se atualizado sobre uma série de temas. Não deixe de freqüentá-los.
· Diga sempre “obrigado pela atenção. Você conversou com a recepcionista de uma empresa? O chefe do departamento de pessoal? O diretor da área onde pretende trabalhar? Agradeça a cada um a atenção dispensada. Não importa a hierarquia, o agradecimento é fundamental. E abre muitas portas. Você poderá verificar da próxima vez que precisar entrar em contato esta empresa.
· Faça anotações. Participou de uma entrevista? Anote em uma agenda ou caderno de notas o dia da entrevista, com quem conversou, o que conversaram e suas impressões sobre a conversa. Entrou em contato com alguém da sua network? Proceda da mesma maneira. Anote dia e hora do contato, o que conversaram e o resultado obtido. Em pouco tempo, você terá a “memória” da sua busca de emprego para poder planejar melhor suas próximas ações.
· Faça trabalho voluntário. O Brasil já está cheio de oportunidades no chamado Terceiro Setor. Com isso, você ocupa parte do seu tempo e desenvolve algumas habilidades, além de prestar um serviço relevante para a sociedade.
· Esteja sempre pronto para o imprevisto. A oportunidade pode aparecer até mesmo num encontro informal. Esteja preparado para “agarrá-la”.
Hoje em dia o que precisamos ter para conseguir emprego são os dois Q.I., (inteligência e a pessoa quem indica ), por isso é importante fazer network e aumentar cada vez mais essa rede de relacionamentos .
quinta-feira, 22 de julho de 2010
TEXTO COMPLEMENTAR: O que é Ética Profissional?
É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética.
Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?
Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.
Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual.
Ética Profissional: Como é esta reflexão?
Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.
Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário.
Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor.
Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver.
E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.
Ética Profissional e relações sociais:
O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.
As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.
Ética Profissional e atividade voluntária:
Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional, como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce, em oposição a Amador. Nesta conceituação, se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional, e esta é uma conceituação polêmica.
Em realidade, Voluntário é aquele que se dispõe, por opção, a exercer a prática Profissional não-remunerada, seja com fins assistenciais, ou prestação de serviços em beneficência, por um período determinado ou não.
Aqui, é fundamental observar que só é eticamente adequado, o profissional que age, na atividade voluntária, com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado.
Seja esta atividade voluntária na mesma profissão da atividade remunerada ou em outra área. Por exemplo: Um engenheiro que faz a atividade voluntária de dar aulas de matemática. Ele deve agir, ao dar estas aulas, como se esta fosse sua atividade mais importante. É isto que aquelas crianças cheias de dúvidas em matemática esperam dele!
Se a atividade é voluntária, foi sua opção realizá-la. Então, é eticamente adequado que você a realize da mesma forma como faz tudo que é importante em sua vida.
Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:
É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento, negligência.
Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você...
Comportamento eticamente adequado e sucesso continuado são indissociáveis!
Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.
O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética.
Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão?
Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional.
A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu.
Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício.
Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir.
Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual.
Ética Profissional: Como é esta reflexão?
Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia.
Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer.
Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.
Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário.
Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor.
Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver.
E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom.
Ética Profissional e relações sociais:
O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.
As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.
Ética Profissional e atividade voluntária:
Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional, como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce, em oposição a Amador. Nesta conceituação, se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional, e esta é uma conceituação polêmica.
Em realidade, Voluntário é aquele que se dispõe, por opção, a exercer a prática Profissional não-remunerada, seja com fins assistenciais, ou prestação de serviços em beneficência, por um período determinado ou não.
Aqui, é fundamental observar que só é eticamente adequado, o profissional que age, na atividade voluntária, com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado.
Seja esta atividade voluntária na mesma profissão da atividade remunerada ou em outra área. Por exemplo: Um engenheiro que faz a atividade voluntária de dar aulas de matemática. Ele deve agir, ao dar estas aulas, como se esta fosse sua atividade mais importante. É isto que aquelas crianças cheias de dúvidas em matemática esperam dele!
Se a atividade é voluntária, foi sua opção realizá-la. Então, é eticamente adequado que você a realize da mesma forma como faz tudo que é importante em sua vida.
Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:
É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento, negligência.
Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você...
Comportamento eticamente adequado e sucesso continuado são indissociáveis!
TEXTO COMPLEMENTAR: Afinal, o Que é Ética?
O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Num país, por exemplo, sacrificar animais para pesquisa científica pode ser ético. Em outro país, esta atitude pode desrespeitar os princípios éticos estabelecidos. Aproveitando o exemplo, a ética na área de pesquisas biológicas é denominada bioética.
Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar: ética médica, ética de trabalho, ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, etc.
Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.
"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta".(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed.Brasiliense, 1993, p.7)
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".
Alguns diferenciam ética e moral de vários modos:
1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é regra, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é prática.
Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.
Vários pensadores em diferentes épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ÉTICA: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores Cristãos (Patrísticos, escolásticos e nominalistas), Kant, Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc.
Passo a considerar a questão da ética a partir de uma visão pessoal através do seguinte quadro comparativo:
Ética Normativa Ética Teleológica Ética Situacional
Ética Moral Ética Imoral Ética Amoral
Baseia-se em princípios e regras morais fixas
Baseia-se na ética dos fins: "Os fins justificam os meios".
Baseia-se nas circunstâncias. Tudo é relativo e temporal.
Ética Profissional e Ética Religiosa: As regras devem ser obedecidas. Ética Econômica: O que importa é o capital. Ética Política: Tudo é possível, pois em política tudo vale.
Conclusão:
Afinal, o que é ética?
ÉTICA É ALGO QUE TODOS PRECISAM TER.
ALGUNS DIZEM QUE TÊM.
POUCOS LEVAM A SÉRIO.
NINGUÉM CUMPRE À RISCA...
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
Cada sociedade e cada grupo possuem seus próprios códigos de ética. Num país, por exemplo, sacrificar animais para pesquisa científica pode ser ético. Em outro país, esta atitude pode desrespeitar os princípios éticos estabelecidos. Aproveitando o exemplo, a ética na área de pesquisas biológicas é denominada bioética.
Além dos princípios gerais que norteiam o bom funcionamento social, existe também a ética de determinados grupos ou locais específicos. Neste sentido, podemos citar: ética médica, ética de trabalho, ética empresarial, ética educacional, ética nos esportes, ética jornalística, ética na política, etc.
Uma pessoa que não segue a ética da sociedade a qual pertence é chamado de antiético, assim como o ato praticado.
"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta".(VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed.Brasiliense, 1993, p.7)
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto".
Alguns diferenciam ética e moral de vários modos:
1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é regra, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é prática.
Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas.
Vários pensadores em diferentes épocas abordaram especificamente assuntos sobre a ÉTICA: Os pré-socráticos, Aristóteles, os Estóicos, os pensadores Cristãos (Patrísticos, escolásticos e nominalistas), Kant, Espinoza, Nietzsche, Paul Tillich etc.
Passo a considerar a questão da ética a partir de uma visão pessoal através do seguinte quadro comparativo:
Ética Normativa Ética Teleológica Ética Situacional
Ética Moral Ética Imoral Ética Amoral
Baseia-se em princípios e regras morais fixas
Baseia-se na ética dos fins: "Os fins justificam os meios".
Baseia-se nas circunstâncias. Tudo é relativo e temporal.
Ética Profissional e Ética Religiosa: As regras devem ser obedecidas. Ética Econômica: O que importa é o capital. Ética Política: Tudo é possível, pois em política tudo vale.
Conclusão:
Afinal, o que é ética?
ÉTICA É ALGO QUE TODOS PRECISAM TER.
ALGUNS DIZEM QUE TÊM.
POUCOS LEVAM A SÉRIO.
NINGUÉM CUMPRE À RISCA...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Texto Complementar: LIDERANÇA
LIDERANÇA
Considera-se, atualmente, que o alto nível de eficiência de um grupo está relacionado não apenas à apresentação de bons líderes mas também à natureza da liderança
Pesquisadores como Kahn e Katz concluíram com estudos que supervisores dos grupos mais eficientes eram mais capazes de desempenhar papéis diferenciados do que os de grupos menos eficientes; os melhores supervisores delegavam mais autoridades aos outros do grupo, faziam menos supervisão e davam mais apoio e ainda desenvolviam mais coesão que os supervisores dos grupos piores. Esta íntima relação entre liderança e eficiência do grupo também foi acentuada por Likert: "cria uma boa equipe de trabalho quem tem uma atmosfera cooperativa, amistosa e grande lealdade do grupo". Para isso o grupo de trabalho estabelece objetivos específicos e, regularmente avalia os avanços.
A partir de pesquisas como as de Fiedler, que verificava que a natureza específica do grupo influi na maneira de exercer a liderança, foram obtidos muitos fatos a respeito da relação entre liderança e realização do grupo. Primeiramente as discussões sobre a natureza da liderança tendiam para confundir suposições sobre o que deve ser a liderança com questões orientadas para a pesquisa sobre o que provoca o que. Ultimamente é que a pesquisa sobre liderança se interessou pela relação de causa-efeito, sem considerar sua significação ideológica ou aplicação prática imediata.
Quanto à definição de líder e liderança, para alguns , a liderança é característica de um grupo, enquanto para outros é característica do indivíduo. Para os que acentuam o grupo, liderança é prestígio, para os que acentuam o indivíduo, a liderança significa posse de algumas características de personalidade como domínio, controle do ego, agressividade ou libertação de tendências paranóicas. Há uma grande dificuldade de encontrar apenas um sentido para o termo líder, aceitável para todos. Raramente os valores podem ser inteiramente afastados, porque qualquer avaliação da qualidade da realização do grupo exige julgamento sobre os estados desejáveis do grupo.
Para alguns , a realização refere-se à produção do grupo; para outros designa a eficiência das operações do grupo, para outros ainda refere-se aos resultados motivacionais ou emocionais para os membros do grupo. Georgopoulous e Tannenbaum definem a eficiência do grupo como " a medida em que uma organização como um sistema social, realiza seus objetivos.
Pesquisas sobre liderança buscam caracterizar líder. Há verificação de traços físicos, intelectuais ou de personalidade e comparam-no aos seus seguidores e dizendo que tendem a ser maiores, mas não muito, mais inteligentes, mas nem muito que os outros membros. Verificou-se melhor ajustamento ,dos líderes bem aceitos, em testes de personalidade. A partir destas idéias sobre traços e comportamento dos líderes, houve tentativas para encontrar técnicas para identificação de pessoas com as qualidades de líder. Criaram-se desde testes no papel à condições semelhantes à vida real. Mesmo os estudos de Bird e Stodgdill tiveram resultados pouco alentadores já que apenas 5% dos traços se repetiram em mais de 3 pesquisas, atribuindo-se isto ao fato dos traços de personalidade serem ainda pouco concebidos e Fiedler sugere que as características que colocam uma pessoa como líder podem ser bem diferentes das que a tornam líder eficiente.
Conclui-se que a concepção de que deveriam ser atribuídas características específicas ao líder substitui-se pela nova interpretação de uma abordagem mais "situacional'' , que acentua a realização de funções necessárias e a adaptação a situações mutáveis . Assim os grupos devem ser flexíveis na atribuição da liderança a diferentes membros, de acordo com as mudanças de condições. Os líderes eficientes são sensíveis às transformações de condições do grupos e flexíveis na adaptação de seu comportamento. O aperfeiçoamento da liderança vem através da modificação das relações entre os líderes e os outros participantes.
A liderança e as funções do grupo
A liderança é vista como a realização de atos que auxiliam o grupo a atingir seus resultados preferidos. Tais atos podem ser denominados funções de grupo. Mais especificamente, a liderança consiste de determinadas ações, tais como as que auxiliam o estabelecimento de objetivos do grupo, fazem com que este se mova para seus objetivos, melhoram a qualidade das interações entre os membros, permitem coesão do grupo ou tornam os recursos disponíveis aos participantes.
A natureza da liderança e os traços dos lideres serão, de maneira correspondente, diferentes para os vários grupos. Os aspectos situacionais – tais como a natureza dos objetivos do grupo, sua estrutura, as atitudes ou necessidades dos participantes, e as expectativas do ambiente externo com relação ao grupo – auxiliam a estabelecer as funções do grupo que serão necessárias em determinado momento e os membros que as realizarão. Portanto, é possível apresentar explicações da liderança e da realização através do emprego dos mesmos termos.
Quais as funções da liderança?
Cattell, diz que qualquer membro de um grupo exerce liderança na medida em que as propriedades do grupo (sintalidade) são modificadas por sua presença no grupo. Essa concepção tem nítidas vantagens teóricas. Uma das mais importantes destas últimas é o fato de liderança e realização de grupo serem concebidas, necessariamente, como relacionadas entre si. Ao identificar atos de liderança, o pesquisador precisa, em primeiro lugar, verificar os estados valorizados pelo grupo em determinado momento; depois, descobrir as funções adequadas para a realização de tais estados; finalmente, verificar quais a ações dos membros do grupo que contribuem para a função.
Alguns teóricos preferem ficar mais próximos da noção popular de liderança e restringir o termo, de forma a nele incluir a realização de um conjunto mais limitado de funções do grupo, tais como as de planejar, tomar decisões ou coordenar. Essa abordagem mantém a concepção essencialmente funcional de liderança, mas emprega a palavra liderança para fazer referência a uma classe especial de funções. Krech e Crutchfield enumeraram 14 funções que um líder pode realizar. Redl, de acordo com a tradição psicanalítica, apresenta uma lista deferente de funções que se referem, sobretudo, à formação, manutenção e perturbação do grupo.
O conceito de função do grupo (ou da liderança) contém duas idéias importantes. Acima, notamos a primeira delas, ao indicar que, em princípio, qualquer membro de um grupo pode ser um líder, na medida em que pode realizar ações que servem a funções do grupo. A segunda idéia é que uma determinada função pode ser realizada por diferentes comportamentos.
Se lembramos as 14 funções que Krech e Crutchfield indicam para um líder, torna-se evidente que dificilmente uma pessoa poderia ser efetivamente responsável por todas. Portanto, na maioria das organizações, funções distintas se combinam em postos separados e os ocupantes desses postos assumem responsabilidade por suas funções específicas.
Pode-se concluir que as habilidade de um líder indicado ou do responsável por um posto podem torná-lo bem qualificado para, em determinadas situações, realizar funções importantes do grupo e mal indicado para outros casos.
Assim como a natureza da tarefa do grupo influencia os tipos de comportamento de liderança que surgem num grupo, também devemos esperar que as necessidades específicas para a manutenção do grupo influenciem o comportamento de liderança.
A natureza do comportamento de liderança escolhido para a execução de funções do grupo será influenciada por fatores internos e externos ao grupo.
Dois tipos básicos de funções do grupo
Aparentemente, quase todos os objetivos do grupo podem ser sumariados sob dois títulos: (a) realização de algum objetivo específico do grupo; (b) manutenção ou fortalecimento do próprio grupo.
Qualquer comportamento, em um grupo, pode ter significação para a realização do objetivo e para a manutenção. Ambas podem ser servidas simultaneamente pelas ações de um participante ou uma pode ser servida à custa da outra. Assim, um membro que auxilia um grupo a trabalhar cooperativamente num problema difícil pode também, sem perceber, auxiliar o desenvolvimento da solidariedade. No entanto, em outro grupo um participante impaciente pode incentivar o grupo de tal forma que se desenvolvam atritos entre os membros e, embora o objetivo seja atingido de maneira eficiente, a existência contínua do grupo fica seriamente ameaçada.
Embora, evidentemente, as funções de realização do objetivo e de manutenção do grupo possam ser executadas por qualquer membro, existem tipos de organizações em que surgem "especialistas" nesses dois tipos de funções. Bales e Slater dizem que, em pequenos grupos de solução de problemas, quase sempre aparece uma diferenciação entre uma pessoa que insiste pela realização e uma que satisfaz às necessidades sociais e emocionais dos membros do grupo. Segundo supõem, nas famílias o pai é geralmente o especialista na tarefa e, a mãe, a especialista social-emocional. Heinicke e Bales mostraram que, quando surge essa especialização, a realização efetiva do grupo depende do desenvolvimento de coordenação adequada entre os especialistas, quanto a sua separação de trabalho e sua comunidade de interesses.
As pesquisas em grupos maiores e mais formais também indicaram a presença dessas duas funções básicas. Esses dois fatores foram denominados "consideração" e "estrutura iniciadora". Os itens com pesos positivos elevados em "consideração" estavam associados com comportamento indicador de amizade, confiança mútua, respeito, e uma certa efetividade entre o líder e seu grupo. Os itens com pesos positivos elevados em "estrutura iniciadora" estavam ligados a comportamento do líder que tende a definir o papel que espera seja cumprido por cada membro, e que procura estabelecer padrões bem definidos de organização, canais de comunicação e maneiras de realizar o trabalho. Além disso, é interessante notar que os dois fatores menores identificados nessa pesquisa – "ênfase na produção" e "sensibilidade social" – parecem refletir, também, respectivamente, as duas funções básicas de realização do objetivo e manutenção do grupo.
Shartle conclui que o padrão de comportamento do líder que apresenta elevado índice de consideração e de estrutura iniciadora tende a aumentar a eficiência do grupo.
A experiência diária com grupos dá muitos exemplos de casos em que os membros se interessam fundamentalmente pela manutenção do grupo, com prejuízo do trabalho a ser realizado ou vice-versa. Os diretores e administradores que, por algum motivo, precisam realizar os dois tipos de funções dizem, frequentemente, que um dos seus problemas constantes é encontrar um equilíbrio adequado entre esses dois tipos de exigências.
Afirmou-se, muitas vezes, que os grupos apresentam uma tendência para a autopreservação sempre que encontram uma ameaça à sua existência. Quando a existência de tal grupo está ameaçada, tende a surgir comportamento do membro que fortaleça a coesão e os recursos do grupo. Na medida em que tais esforços são eficientes, são, por definição, funções do grupo e quase todos admitiriam que também devem ser denominadas funções de liderança.
O grupo quando este aceita um objetivo importante ou quando a realização do objetivo está ameaçada. Em tais casos, devemos esperar um tendência acentuada para que um ou mais membros realizem atos destinados a auxiliar o grupo a atingir seu objetivo. Se uma pessoa dedica esforços extraordinariamente grandes a esse objetivo, ou se é extraordinariamente eficiente no auxílio ao grupo, geralmente se diz que realiza funções de liderança, qualquer que seja seu posto no grupo. Embora existam poucas provas empíricas para isso, os dados de Gibb confirmam esse ponto de vista. Nos grupos que estudou a atividade de liderança ocorria mais frequentemente quando tais grupos enfrentavam um problema.
Às vezes, pode desenvolver-se uma "patologia do grupo. Em alguns casos, um grupo pode parecer fugir deliberadamente de seus problemas, afastando-se para alguma atividade relativamente simples. Se, no entanto, um grupo permanece indefinidamente num "ponto morto", sem melhorar suas capacidades e recursos, e sem se movimentar na direção do objetivo, podemos concluir que, praticamente, não se realizam funções do grupo (e, consequentemente, de liderança).
Liderança e poder
Alguns teóricos têm concebido a liderança através da posse e do exercício do poder. Embora poucos teóricos modernos sustentem que os líderes da maioria dos grupos e organizações da sociedade moderna e civilizada dependam da coerção ou da "força bruta", as descrições realistas da vida do grupo precisam reconhecer que a liderança envolve, necessariamente, a capacidade de influenciar outras pessoas. Portanto, se se aceita a opinião apresentada por alguns teóricos, de que o poder social consiste na capacidade de influenciar outras pessoas (qualquer que seja o meio empregado), a liderança evidentemente envolve o uso de poder.
A abordagem funcional da liderança consiste em contribuir para alguma função do grupo. Exige a influência no comportamento de outras pessoas: as atividades precisam ser coordenadas, as instruções precisam ser dadas e aceitas. Uma pessoa precisa ter poder para exercer essa influência, a fim de que possa contribuir de modo significativo para as funções do grupo e, assim, realizar atos de liderança.
Quando a realização de muitas funções importantes do grupo é atribuída a um único posto, fica muito evidente a atuação do poder. A importância da posse de poder, para a liderança efetiva, é bem exemplificada por Fiedler que mostra que os grupos são mais eficientes quando atuam lideres que têm um traço específico de personalidade mas apenas se esse líder tem também poder social adequado, resultante do apoio de outras autoridades.
French e Raven identificam cinco bases diferentes de poder. (a) poder de recompensa, que deriva da crença, dos que recebem a tentativa de influência, de que serão de alguma forma recompensados se se submeterem; (b) poder de coerção, que decorre da crença de que a desobediência provocará castigo; (c) poder de especialista, que ocorre quando uma pessoa é avaliada através da posse de habilidade, informação ou conhecimentos necessários; (d( poder de referência, que é mantido por uma pessoa de que os outros gostam, admiram ou com que se "identificam"; (e) poder legítimo, que deriva de valores aceitos pelos que recebem uma tentativa de influência e que dão ao influenciador o "direito" de influenciar. Esse direito pode decorrer de uma indicação ou eleição para o posto, ou de outros determinantes da posição do indivíduo no grupo.
Para que os atos de liderança sejam eficientes, precisam apoiar-se em alguma base de poder.
Distribuição de funções entre os membros
A concepção de liderança aqui proposta supõe que, em princípio, importantes funções do grupo podem ser realizadas por diferentes membros de um grupo.
Determinantes da iniciativa na liderança. Para que um membro tome a iniciativa de tentar servir a uma função do grupo, pelo menos duas condições parecem necessárias: (a) precisa estar ciente da necessidade de tal função; (b) precisa sentir-se capaz de realizá-la, sentir-se com suficiente habilidade para isso, ou sentir-se seguro nessa tentativa.
Kahn e Katz, notam que os lideres informais tendem a aparecer nos grupos quando o mestre deixa de apresentar liderança adequada. Haythorn mostra que, quando um membro toma grande iniciativa num grupo, os outros tendem a mostrar menos comportamento de iniciativa do que o fariam normalmente.
Quando a realização de um objetivo do grupo é importante para seus membros, devermos verificar maior prontidão para tomar iniciativa do que quando o objetivo é pouco importante para eles. Hamblin apresenta provas de que a ameaça à realização do objetivo do grupo tende a aumentar a freqüência de ações de liderança.
O grau de interdependência facilitativa entre os membros, por exemplo, aumenta a responsabilidade sentida pelos participantes diante dos outros e, portanto, a proporção de esforço ativo que fazem para a realização do objetivo. Uma outra propriedade do grupo – os canais de comunicação disponíveis no seu interior – influem na prontidão de indivíduos específicos para aceitar responsabilidade por determinadas funções. De modo geral, os participantes colocados em posição mais central no sistema de comunicações, tendem a realizar funções que os outros consideram de liderança. Até certo ponto, as pessoas colocadas em posições centrais no sistema de comunicações tomam a iniciativa de servir ao grupo porque sentem que suas posições tornam os outros dependentes. Pepitone demonstrou que aqueles que sentiam que seu trabalho era mais importante desenvolviam sentimentos mais intensos de responsabilidade diante do grupo. De modo geral, deve-se esperar que, sempre que os membros do grupo experimentam sentimentos de valor e aceitação pelo grupo, desenvolvem sentimentos de valor e aceitação pelo grupo e sentimentos mais intensos de responsabilidade diante do grupo e maior prontidão para executar funções do grupo.
Na maioria dos grupos, existe algum tipo de critério para determinar quem terá permissão para realizar atos de liderança.
Algumas características pessoais influem na proporção de iniciativa que os membros apresentam nos grupos. Verificou-se que os membros participam mais dos esforços para a realização do objetivo se têm confiança em suas opiniões pessoais e se têm grande necessidade de realização. Observou-se, frequentemente, que uma "sede de poder" faz com que as pessoas assumam funções de liderança.
As conseqüências de motivação de poder, entre membros do grupo, podem ser favoráveis ou desfavoráveis para o grupo. É possível que quem "se agarra ao poder" auxilie o grupo ou não comportamento auto-orientado.
As necessidades e atitudes dos que não assumem funções de liderança constituem uma outra influência na distribuição de tais funções. Essa acomodação entre lideres e participantes pode perdurar em atitudes, bem como em comportamentos.
Atribuição de funções do grupo. Quando, para determinado posto, são necessárias habilidades especializadas, a situação é geralmente clara. Assim, uma pessoa sensível a problemas de relações humanas é geralmente procurada para executar funções de manutenção do grupo. Schrag mostrou a atuação de um processo semelhante, mas com conseqüências bem diferentes, numa situação em que o grupo está em conflito com o ambiente social. Neste estudo, os presos foram solicitados a indicar aqueles que desejavam como representantes no conselho da prisão. Os mais escolhidos eram os mais recalcitrantes, mais violentes e com registro de infrações de prisão, tais como fuga, tentativa de fuga, luta e assalto. Como as relações entre os presos e a direção, na prisão tradicional, se caracterizam por conflito e hostilidade, parece que os presos escolhiam como lideres os que deveriam ser mais capazes de continuar a luta.
Naturalmente, às vezes ocorre que uma pessoa seja escolhida para uma posição de liderança, ainda que manifestamente não tenha a capacidade para essa tarefa. Israel, em pesquisas sobre grupos competitivos e cooperativos demonstrou que no grupo cooperativo, um membro valioso é aceito e desejado, mas no grupo competitivo não é apreciado e, ao contrário, é visto como um rival.
Se uma pessoa tem o direito de exercer funções importantes de liderança para um grupo, precisa atender, até certo ponto, às expectativas do grupo; caso contrário, perderá seus seguidores.
Efeitos de diferentes distribuições de funções. Em alguns grupos, espera-se que todos os membros assumam tanta responsabilidade, em qualquer função, quanto a permitida pelas condições. Quais as conseqüências da restrição de funções a poucos postos? Quais os resultados de sua distribuição mais ampla? A concentração de todas as funções em poucas mãos – as autoridades – provoca maior eficiência. De outro lado, sustenta-se que a concentração de autoridade nas mãos de poucos prejudica a motivação dos outros, o que destrói o entusiasmo, o moral e a capacidade criadora, e cria conflitos e hostilidade entre os lideres e os seguidores.
Indiscutivelmente existe justificação para as duas posições. Bavelas mostra que, quando os grupos experimentais estão trabalhando em determinadas tarefas, a concentração de liderança provoca realização mais eficiente do grupo e moral mais baixo.
A mesma questão é freqüentemente apresentada a partir de fundamentos éticos ou ideológicos. Muitos autores afirmam que os processos do grupo são mais democráticos se as funções de liderança são amplamente compartilhadas. No entanto, outros responderam que a essência da democracia não é a ampla distribuição de funções de liderança, mas o fato de que os grupos possam distribuir e redistribuir funções de liderança, sem ditames autoritários.
Nesse caso, quase que certamente conclui-se que diferentes graus de concentração são exigidos para a realização de diferentes objetivos, sob diferentes circunstâncias.
Visão geral das pesquisas apresentadas nesta seção
A partir da discussão precedente, deve estar claro que o problema de liderança não pode ser nitidamente separado de muitos outros problemas do funcionamento do grupo.
O primeiro conjunto de artigos considera a natureza da liderança e os efeitos de seus diferentes estilos. Carter, Haythorn, Shriver e Lanzetta registraram o comportamento de membros colocados em grupos com líder designado, e naqueles em que não havia líder. Verificaram que certos tipos de comportamento eram mais característicos de líderes, enquanto outros tipos eram apresentados mais frequentemente por membros comuns, e que as ações de líderes designados não eram exatamente iguais às de líderes que surgiram nos grupos. Kirscht, Londhal e Haire descreveram um método um pouco semelhante ao empregado por Carter et al, e usado para verificar os tipos de comportamento apresentados pelas pessoas eleitas como líderes por seus grupos.
Na tarefa de discussão e, até certo ponto, em outras tarefas, os líderes que surgiam na situação de emergência eram mais autoritários, do que os líderes designados. Com exceção da tarefa de discussão, os líderes e os outros membros do grupo não tendem a apresentar grandes diferenças quanto à proporção de trabalho realizado.
Em resumo, a imagem de um líder de pequeno grupo aparentemente comum a várias pesquisas, mostra um membro do grupo que tende a ter um elevado índice de participação na discussão, é orientado para a tarefa, tenta especificar o problema, sugerir sequências de ação, procurar as contribuições dos membros, integrar estas últimas e propor soluções, na tentativa de assegurar o consenso no grupo.
Algumas generalizações descritivas podem ser feitas sobre o comportamento do líder e as reações dos membros:
1- O laissez-faire não é igual à democracia
2- A democracia pode ser eficiente
3- A autocracia pode criar muita hostilidade e agressão inclusive agressão contra bodes expiatórios
4- A autocracia pode criar descontentamento, embora este possa não aparecer diretamente
5- Na autocracia há mais dependência e menos individualidade
6- Na democracia há mais espírito de grupo e mais amizades
Alguns resultados de pesquisa sugerem, que quatro classes de variáveis estão consistentemente relacionadas com a produtividade de um grupo de organização e com as recompensas psicológicas que o grupo oferece aos seus membros: a capacidade do supervisor para desempenhar um papel diferenciado, o grau de delegação de poderes ou proximidade de supervisão, a qualidade do apoio ou de orientação para o empregado e a quantidade de coesão do grupo.
Há duas hipóteses sobre a liderança durante períodos de crise do que de não-crise; os grupos tendem a substituir seu antigo líder por um novo, se o primeiro não tem uma solução óbvia para um problemas de crise.
Os líderes psicologicamente distantes de grupos de tarefas são mais eficientes do que os líderes que tendem a relações interpessoais mais afetivas e mais próximas com seus subordinados. As relações psicologicamente mais próximas e mais afetivas fazem com que seja difícil, para o líder, disciplinar seus subordinados, e que uma tendência para tornar-se emocionalmente dependente de um ou dois membros do grupo estimula rivalidades e a acusação de favoritismo.
A distância psicológica parece conduzir a melhores relações entre papéis e a uma acentuação da tarefa.
Uma importante variável da liderança refere-se a interpretação do papel que a estrutura do grupo desempenha como intermediária das atitudes do líder. Quando seus subordinados não o “ouvem”, suas atitudes também não podem influenciar o comportamento do grupo. De maneira semelhante, quando o líder não tem a confiança de seus superiores, seu poder sobre o grupo fica muito limitado.
Distingue-se cinco tipos de poder: referente, especializado, de recompensa, coercitivo e legítimo.
• Nos cinco tipos, quanto mais forte a base de poder, maior será este,
• Em qualquer tipo de poder, a amplitude pode variar muito, mas de modo geral, o poder referente tem a maior amplitude,
• Qualquer tentativa para utilizar o poder fora de sua amplitude tenderá a reduzí-lo,
• A coerção provoca redução de atração e grande resistência, o poder de recompensa provoca aumento de atração e pequena resistência,
• Quanto mais legítima a coerção, menos tenderá a provocar resistência e a reduzir a atração.
Considera-se, atualmente, que o alto nível de eficiência de um grupo está relacionado não apenas à apresentação de bons líderes mas também à natureza da liderança
Pesquisadores como Kahn e Katz concluíram com estudos que supervisores dos grupos mais eficientes eram mais capazes de desempenhar papéis diferenciados do que os de grupos menos eficientes; os melhores supervisores delegavam mais autoridades aos outros do grupo, faziam menos supervisão e davam mais apoio e ainda desenvolviam mais coesão que os supervisores dos grupos piores. Esta íntima relação entre liderança e eficiência do grupo também foi acentuada por Likert: "cria uma boa equipe de trabalho quem tem uma atmosfera cooperativa, amistosa e grande lealdade do grupo". Para isso o grupo de trabalho estabelece objetivos específicos e, regularmente avalia os avanços.
A partir de pesquisas como as de Fiedler, que verificava que a natureza específica do grupo influi na maneira de exercer a liderança, foram obtidos muitos fatos a respeito da relação entre liderança e realização do grupo. Primeiramente as discussões sobre a natureza da liderança tendiam para confundir suposições sobre o que deve ser a liderança com questões orientadas para a pesquisa sobre o que provoca o que. Ultimamente é que a pesquisa sobre liderança se interessou pela relação de causa-efeito, sem considerar sua significação ideológica ou aplicação prática imediata.
Quanto à definição de líder e liderança, para alguns , a liderança é característica de um grupo, enquanto para outros é característica do indivíduo. Para os que acentuam o grupo, liderança é prestígio, para os que acentuam o indivíduo, a liderança significa posse de algumas características de personalidade como domínio, controle do ego, agressividade ou libertação de tendências paranóicas. Há uma grande dificuldade de encontrar apenas um sentido para o termo líder, aceitável para todos. Raramente os valores podem ser inteiramente afastados, porque qualquer avaliação da qualidade da realização do grupo exige julgamento sobre os estados desejáveis do grupo.
Para alguns , a realização refere-se à produção do grupo; para outros designa a eficiência das operações do grupo, para outros ainda refere-se aos resultados motivacionais ou emocionais para os membros do grupo. Georgopoulous e Tannenbaum definem a eficiência do grupo como " a medida em que uma organização como um sistema social, realiza seus objetivos.
Pesquisas sobre liderança buscam caracterizar líder. Há verificação de traços físicos, intelectuais ou de personalidade e comparam-no aos seus seguidores e dizendo que tendem a ser maiores, mas não muito, mais inteligentes, mas nem muito que os outros membros. Verificou-se melhor ajustamento ,dos líderes bem aceitos, em testes de personalidade. A partir destas idéias sobre traços e comportamento dos líderes, houve tentativas para encontrar técnicas para identificação de pessoas com as qualidades de líder. Criaram-se desde testes no papel à condições semelhantes à vida real. Mesmo os estudos de Bird e Stodgdill tiveram resultados pouco alentadores já que apenas 5% dos traços se repetiram em mais de 3 pesquisas, atribuindo-se isto ao fato dos traços de personalidade serem ainda pouco concebidos e Fiedler sugere que as características que colocam uma pessoa como líder podem ser bem diferentes das que a tornam líder eficiente.
Conclui-se que a concepção de que deveriam ser atribuídas características específicas ao líder substitui-se pela nova interpretação de uma abordagem mais "situacional'' , que acentua a realização de funções necessárias e a adaptação a situações mutáveis . Assim os grupos devem ser flexíveis na atribuição da liderança a diferentes membros, de acordo com as mudanças de condições. Os líderes eficientes são sensíveis às transformações de condições do grupos e flexíveis na adaptação de seu comportamento. O aperfeiçoamento da liderança vem através da modificação das relações entre os líderes e os outros participantes.
A liderança e as funções do grupo
A liderança é vista como a realização de atos que auxiliam o grupo a atingir seus resultados preferidos. Tais atos podem ser denominados funções de grupo. Mais especificamente, a liderança consiste de determinadas ações, tais como as que auxiliam o estabelecimento de objetivos do grupo, fazem com que este se mova para seus objetivos, melhoram a qualidade das interações entre os membros, permitem coesão do grupo ou tornam os recursos disponíveis aos participantes.
A natureza da liderança e os traços dos lideres serão, de maneira correspondente, diferentes para os vários grupos. Os aspectos situacionais – tais como a natureza dos objetivos do grupo, sua estrutura, as atitudes ou necessidades dos participantes, e as expectativas do ambiente externo com relação ao grupo – auxiliam a estabelecer as funções do grupo que serão necessárias em determinado momento e os membros que as realizarão. Portanto, é possível apresentar explicações da liderança e da realização através do emprego dos mesmos termos.
Quais as funções da liderança?
Cattell, diz que qualquer membro de um grupo exerce liderança na medida em que as propriedades do grupo (sintalidade) são modificadas por sua presença no grupo. Essa concepção tem nítidas vantagens teóricas. Uma das mais importantes destas últimas é o fato de liderança e realização de grupo serem concebidas, necessariamente, como relacionadas entre si. Ao identificar atos de liderança, o pesquisador precisa, em primeiro lugar, verificar os estados valorizados pelo grupo em determinado momento; depois, descobrir as funções adequadas para a realização de tais estados; finalmente, verificar quais a ações dos membros do grupo que contribuem para a função.
Alguns teóricos preferem ficar mais próximos da noção popular de liderança e restringir o termo, de forma a nele incluir a realização de um conjunto mais limitado de funções do grupo, tais como as de planejar, tomar decisões ou coordenar. Essa abordagem mantém a concepção essencialmente funcional de liderança, mas emprega a palavra liderança para fazer referência a uma classe especial de funções. Krech e Crutchfield enumeraram 14 funções que um líder pode realizar. Redl, de acordo com a tradição psicanalítica, apresenta uma lista deferente de funções que se referem, sobretudo, à formação, manutenção e perturbação do grupo.
O conceito de função do grupo (ou da liderança) contém duas idéias importantes. Acima, notamos a primeira delas, ao indicar que, em princípio, qualquer membro de um grupo pode ser um líder, na medida em que pode realizar ações que servem a funções do grupo. A segunda idéia é que uma determinada função pode ser realizada por diferentes comportamentos.
Se lembramos as 14 funções que Krech e Crutchfield indicam para um líder, torna-se evidente que dificilmente uma pessoa poderia ser efetivamente responsável por todas. Portanto, na maioria das organizações, funções distintas se combinam em postos separados e os ocupantes desses postos assumem responsabilidade por suas funções específicas.
Pode-se concluir que as habilidade de um líder indicado ou do responsável por um posto podem torná-lo bem qualificado para, em determinadas situações, realizar funções importantes do grupo e mal indicado para outros casos.
Assim como a natureza da tarefa do grupo influencia os tipos de comportamento de liderança que surgem num grupo, também devemos esperar que as necessidades específicas para a manutenção do grupo influenciem o comportamento de liderança.
A natureza do comportamento de liderança escolhido para a execução de funções do grupo será influenciada por fatores internos e externos ao grupo.
Dois tipos básicos de funções do grupo
Aparentemente, quase todos os objetivos do grupo podem ser sumariados sob dois títulos: (a) realização de algum objetivo específico do grupo; (b) manutenção ou fortalecimento do próprio grupo.
Qualquer comportamento, em um grupo, pode ter significação para a realização do objetivo e para a manutenção. Ambas podem ser servidas simultaneamente pelas ações de um participante ou uma pode ser servida à custa da outra. Assim, um membro que auxilia um grupo a trabalhar cooperativamente num problema difícil pode também, sem perceber, auxiliar o desenvolvimento da solidariedade. No entanto, em outro grupo um participante impaciente pode incentivar o grupo de tal forma que se desenvolvam atritos entre os membros e, embora o objetivo seja atingido de maneira eficiente, a existência contínua do grupo fica seriamente ameaçada.
Embora, evidentemente, as funções de realização do objetivo e de manutenção do grupo possam ser executadas por qualquer membro, existem tipos de organizações em que surgem "especialistas" nesses dois tipos de funções. Bales e Slater dizem que, em pequenos grupos de solução de problemas, quase sempre aparece uma diferenciação entre uma pessoa que insiste pela realização e uma que satisfaz às necessidades sociais e emocionais dos membros do grupo. Segundo supõem, nas famílias o pai é geralmente o especialista na tarefa e, a mãe, a especialista social-emocional. Heinicke e Bales mostraram que, quando surge essa especialização, a realização efetiva do grupo depende do desenvolvimento de coordenação adequada entre os especialistas, quanto a sua separação de trabalho e sua comunidade de interesses.
As pesquisas em grupos maiores e mais formais também indicaram a presença dessas duas funções básicas. Esses dois fatores foram denominados "consideração" e "estrutura iniciadora". Os itens com pesos positivos elevados em "consideração" estavam associados com comportamento indicador de amizade, confiança mútua, respeito, e uma certa efetividade entre o líder e seu grupo. Os itens com pesos positivos elevados em "estrutura iniciadora" estavam ligados a comportamento do líder que tende a definir o papel que espera seja cumprido por cada membro, e que procura estabelecer padrões bem definidos de organização, canais de comunicação e maneiras de realizar o trabalho. Além disso, é interessante notar que os dois fatores menores identificados nessa pesquisa – "ênfase na produção" e "sensibilidade social" – parecem refletir, também, respectivamente, as duas funções básicas de realização do objetivo e manutenção do grupo.
Shartle conclui que o padrão de comportamento do líder que apresenta elevado índice de consideração e de estrutura iniciadora tende a aumentar a eficiência do grupo.
A experiência diária com grupos dá muitos exemplos de casos em que os membros se interessam fundamentalmente pela manutenção do grupo, com prejuízo do trabalho a ser realizado ou vice-versa. Os diretores e administradores que, por algum motivo, precisam realizar os dois tipos de funções dizem, frequentemente, que um dos seus problemas constantes é encontrar um equilíbrio adequado entre esses dois tipos de exigências.
Afirmou-se, muitas vezes, que os grupos apresentam uma tendência para a autopreservação sempre que encontram uma ameaça à sua existência. Quando a existência de tal grupo está ameaçada, tende a surgir comportamento do membro que fortaleça a coesão e os recursos do grupo. Na medida em que tais esforços são eficientes, são, por definição, funções do grupo e quase todos admitiriam que também devem ser denominadas funções de liderança.
O grupo quando este aceita um objetivo importante ou quando a realização do objetivo está ameaçada. Em tais casos, devemos esperar um tendência acentuada para que um ou mais membros realizem atos destinados a auxiliar o grupo a atingir seu objetivo. Se uma pessoa dedica esforços extraordinariamente grandes a esse objetivo, ou se é extraordinariamente eficiente no auxílio ao grupo, geralmente se diz que realiza funções de liderança, qualquer que seja seu posto no grupo. Embora existam poucas provas empíricas para isso, os dados de Gibb confirmam esse ponto de vista. Nos grupos que estudou a atividade de liderança ocorria mais frequentemente quando tais grupos enfrentavam um problema.
Às vezes, pode desenvolver-se uma "patologia do grupo. Em alguns casos, um grupo pode parecer fugir deliberadamente de seus problemas, afastando-se para alguma atividade relativamente simples. Se, no entanto, um grupo permanece indefinidamente num "ponto morto", sem melhorar suas capacidades e recursos, e sem se movimentar na direção do objetivo, podemos concluir que, praticamente, não se realizam funções do grupo (e, consequentemente, de liderança).
Liderança e poder
Alguns teóricos têm concebido a liderança através da posse e do exercício do poder. Embora poucos teóricos modernos sustentem que os líderes da maioria dos grupos e organizações da sociedade moderna e civilizada dependam da coerção ou da "força bruta", as descrições realistas da vida do grupo precisam reconhecer que a liderança envolve, necessariamente, a capacidade de influenciar outras pessoas. Portanto, se se aceita a opinião apresentada por alguns teóricos, de que o poder social consiste na capacidade de influenciar outras pessoas (qualquer que seja o meio empregado), a liderança evidentemente envolve o uso de poder.
A abordagem funcional da liderança consiste em contribuir para alguma função do grupo. Exige a influência no comportamento de outras pessoas: as atividades precisam ser coordenadas, as instruções precisam ser dadas e aceitas. Uma pessoa precisa ter poder para exercer essa influência, a fim de que possa contribuir de modo significativo para as funções do grupo e, assim, realizar atos de liderança.
Quando a realização de muitas funções importantes do grupo é atribuída a um único posto, fica muito evidente a atuação do poder. A importância da posse de poder, para a liderança efetiva, é bem exemplificada por Fiedler que mostra que os grupos são mais eficientes quando atuam lideres que têm um traço específico de personalidade mas apenas se esse líder tem também poder social adequado, resultante do apoio de outras autoridades.
French e Raven identificam cinco bases diferentes de poder. (a) poder de recompensa, que deriva da crença, dos que recebem a tentativa de influência, de que serão de alguma forma recompensados se se submeterem; (b) poder de coerção, que decorre da crença de que a desobediência provocará castigo; (c) poder de especialista, que ocorre quando uma pessoa é avaliada através da posse de habilidade, informação ou conhecimentos necessários; (d( poder de referência, que é mantido por uma pessoa de que os outros gostam, admiram ou com que se "identificam"; (e) poder legítimo, que deriva de valores aceitos pelos que recebem uma tentativa de influência e que dão ao influenciador o "direito" de influenciar. Esse direito pode decorrer de uma indicação ou eleição para o posto, ou de outros determinantes da posição do indivíduo no grupo.
Para que os atos de liderança sejam eficientes, precisam apoiar-se em alguma base de poder.
Distribuição de funções entre os membros
A concepção de liderança aqui proposta supõe que, em princípio, importantes funções do grupo podem ser realizadas por diferentes membros de um grupo.
Determinantes da iniciativa na liderança. Para que um membro tome a iniciativa de tentar servir a uma função do grupo, pelo menos duas condições parecem necessárias: (a) precisa estar ciente da necessidade de tal função; (b) precisa sentir-se capaz de realizá-la, sentir-se com suficiente habilidade para isso, ou sentir-se seguro nessa tentativa.
Kahn e Katz, notam que os lideres informais tendem a aparecer nos grupos quando o mestre deixa de apresentar liderança adequada. Haythorn mostra que, quando um membro toma grande iniciativa num grupo, os outros tendem a mostrar menos comportamento de iniciativa do que o fariam normalmente.
Quando a realização de um objetivo do grupo é importante para seus membros, devermos verificar maior prontidão para tomar iniciativa do que quando o objetivo é pouco importante para eles. Hamblin apresenta provas de que a ameaça à realização do objetivo do grupo tende a aumentar a freqüência de ações de liderança.
O grau de interdependência facilitativa entre os membros, por exemplo, aumenta a responsabilidade sentida pelos participantes diante dos outros e, portanto, a proporção de esforço ativo que fazem para a realização do objetivo. Uma outra propriedade do grupo – os canais de comunicação disponíveis no seu interior – influem na prontidão de indivíduos específicos para aceitar responsabilidade por determinadas funções. De modo geral, os participantes colocados em posição mais central no sistema de comunicações, tendem a realizar funções que os outros consideram de liderança. Até certo ponto, as pessoas colocadas em posições centrais no sistema de comunicações tomam a iniciativa de servir ao grupo porque sentem que suas posições tornam os outros dependentes. Pepitone demonstrou que aqueles que sentiam que seu trabalho era mais importante desenvolviam sentimentos mais intensos de responsabilidade diante do grupo. De modo geral, deve-se esperar que, sempre que os membros do grupo experimentam sentimentos de valor e aceitação pelo grupo, desenvolvem sentimentos de valor e aceitação pelo grupo e sentimentos mais intensos de responsabilidade diante do grupo e maior prontidão para executar funções do grupo.
Na maioria dos grupos, existe algum tipo de critério para determinar quem terá permissão para realizar atos de liderança.
Algumas características pessoais influem na proporção de iniciativa que os membros apresentam nos grupos. Verificou-se que os membros participam mais dos esforços para a realização do objetivo se têm confiança em suas opiniões pessoais e se têm grande necessidade de realização. Observou-se, frequentemente, que uma "sede de poder" faz com que as pessoas assumam funções de liderança.
As conseqüências de motivação de poder, entre membros do grupo, podem ser favoráveis ou desfavoráveis para o grupo. É possível que quem "se agarra ao poder" auxilie o grupo ou não comportamento auto-orientado.
As necessidades e atitudes dos que não assumem funções de liderança constituem uma outra influência na distribuição de tais funções. Essa acomodação entre lideres e participantes pode perdurar em atitudes, bem como em comportamentos.
Atribuição de funções do grupo. Quando, para determinado posto, são necessárias habilidades especializadas, a situação é geralmente clara. Assim, uma pessoa sensível a problemas de relações humanas é geralmente procurada para executar funções de manutenção do grupo. Schrag mostrou a atuação de um processo semelhante, mas com conseqüências bem diferentes, numa situação em que o grupo está em conflito com o ambiente social. Neste estudo, os presos foram solicitados a indicar aqueles que desejavam como representantes no conselho da prisão. Os mais escolhidos eram os mais recalcitrantes, mais violentes e com registro de infrações de prisão, tais como fuga, tentativa de fuga, luta e assalto. Como as relações entre os presos e a direção, na prisão tradicional, se caracterizam por conflito e hostilidade, parece que os presos escolhiam como lideres os que deveriam ser mais capazes de continuar a luta.
Naturalmente, às vezes ocorre que uma pessoa seja escolhida para uma posição de liderança, ainda que manifestamente não tenha a capacidade para essa tarefa. Israel, em pesquisas sobre grupos competitivos e cooperativos demonstrou que no grupo cooperativo, um membro valioso é aceito e desejado, mas no grupo competitivo não é apreciado e, ao contrário, é visto como um rival.
Se uma pessoa tem o direito de exercer funções importantes de liderança para um grupo, precisa atender, até certo ponto, às expectativas do grupo; caso contrário, perderá seus seguidores.
Efeitos de diferentes distribuições de funções. Em alguns grupos, espera-se que todos os membros assumam tanta responsabilidade, em qualquer função, quanto a permitida pelas condições. Quais as conseqüências da restrição de funções a poucos postos? Quais os resultados de sua distribuição mais ampla? A concentração de todas as funções em poucas mãos – as autoridades – provoca maior eficiência. De outro lado, sustenta-se que a concentração de autoridade nas mãos de poucos prejudica a motivação dos outros, o que destrói o entusiasmo, o moral e a capacidade criadora, e cria conflitos e hostilidade entre os lideres e os seguidores.
Indiscutivelmente existe justificação para as duas posições. Bavelas mostra que, quando os grupos experimentais estão trabalhando em determinadas tarefas, a concentração de liderança provoca realização mais eficiente do grupo e moral mais baixo.
A mesma questão é freqüentemente apresentada a partir de fundamentos éticos ou ideológicos. Muitos autores afirmam que os processos do grupo são mais democráticos se as funções de liderança são amplamente compartilhadas. No entanto, outros responderam que a essência da democracia não é a ampla distribuição de funções de liderança, mas o fato de que os grupos possam distribuir e redistribuir funções de liderança, sem ditames autoritários.
Nesse caso, quase que certamente conclui-se que diferentes graus de concentração são exigidos para a realização de diferentes objetivos, sob diferentes circunstâncias.
Visão geral das pesquisas apresentadas nesta seção
A partir da discussão precedente, deve estar claro que o problema de liderança não pode ser nitidamente separado de muitos outros problemas do funcionamento do grupo.
O primeiro conjunto de artigos considera a natureza da liderança e os efeitos de seus diferentes estilos. Carter, Haythorn, Shriver e Lanzetta registraram o comportamento de membros colocados em grupos com líder designado, e naqueles em que não havia líder. Verificaram que certos tipos de comportamento eram mais característicos de líderes, enquanto outros tipos eram apresentados mais frequentemente por membros comuns, e que as ações de líderes designados não eram exatamente iguais às de líderes que surgiram nos grupos. Kirscht, Londhal e Haire descreveram um método um pouco semelhante ao empregado por Carter et al, e usado para verificar os tipos de comportamento apresentados pelas pessoas eleitas como líderes por seus grupos.
Na tarefa de discussão e, até certo ponto, em outras tarefas, os líderes que surgiam na situação de emergência eram mais autoritários, do que os líderes designados. Com exceção da tarefa de discussão, os líderes e os outros membros do grupo não tendem a apresentar grandes diferenças quanto à proporção de trabalho realizado.
Em resumo, a imagem de um líder de pequeno grupo aparentemente comum a várias pesquisas, mostra um membro do grupo que tende a ter um elevado índice de participação na discussão, é orientado para a tarefa, tenta especificar o problema, sugerir sequências de ação, procurar as contribuições dos membros, integrar estas últimas e propor soluções, na tentativa de assegurar o consenso no grupo.
Algumas generalizações descritivas podem ser feitas sobre o comportamento do líder e as reações dos membros:
1- O laissez-faire não é igual à democracia
2- A democracia pode ser eficiente
3- A autocracia pode criar muita hostilidade e agressão inclusive agressão contra bodes expiatórios
4- A autocracia pode criar descontentamento, embora este possa não aparecer diretamente
5- Na autocracia há mais dependência e menos individualidade
6- Na democracia há mais espírito de grupo e mais amizades
Alguns resultados de pesquisa sugerem, que quatro classes de variáveis estão consistentemente relacionadas com a produtividade de um grupo de organização e com as recompensas psicológicas que o grupo oferece aos seus membros: a capacidade do supervisor para desempenhar um papel diferenciado, o grau de delegação de poderes ou proximidade de supervisão, a qualidade do apoio ou de orientação para o empregado e a quantidade de coesão do grupo.
Há duas hipóteses sobre a liderança durante períodos de crise do que de não-crise; os grupos tendem a substituir seu antigo líder por um novo, se o primeiro não tem uma solução óbvia para um problemas de crise.
Os líderes psicologicamente distantes de grupos de tarefas são mais eficientes do que os líderes que tendem a relações interpessoais mais afetivas e mais próximas com seus subordinados. As relações psicologicamente mais próximas e mais afetivas fazem com que seja difícil, para o líder, disciplinar seus subordinados, e que uma tendência para tornar-se emocionalmente dependente de um ou dois membros do grupo estimula rivalidades e a acusação de favoritismo.
A distância psicológica parece conduzir a melhores relações entre papéis e a uma acentuação da tarefa.
Uma importante variável da liderança refere-se a interpretação do papel que a estrutura do grupo desempenha como intermediária das atitudes do líder. Quando seus subordinados não o “ouvem”, suas atitudes também não podem influenciar o comportamento do grupo. De maneira semelhante, quando o líder não tem a confiança de seus superiores, seu poder sobre o grupo fica muito limitado.
Distingue-se cinco tipos de poder: referente, especializado, de recompensa, coercitivo e legítimo.
• Nos cinco tipos, quanto mais forte a base de poder, maior será este,
• Em qualquer tipo de poder, a amplitude pode variar muito, mas de modo geral, o poder referente tem a maior amplitude,
• Qualquer tentativa para utilizar o poder fora de sua amplitude tenderá a reduzí-lo,
• A coerção provoca redução de atração e grande resistência, o poder de recompensa provoca aumento de atração e pequena resistência,
• Quanto mais legítima a coerção, menos tenderá a provocar resistência e a reduzir a atração.
Networking
Networking é a união dos termos em inglês "Net", que significa "Rede"; e "Working", que é "Trabalhando". O termo, em sua forma resumida, significa que quanto maior for a rede de contatos de uma pessoa, maior será a possibilidade dessa pessoa conseguir uma boa colocação profissional.
Por exemplo: Existem reuniões, almoços e confraternizações com funcionários de várias empresas; lá eles se conhecem, trocam experiências e montam sua lista de contatos.
Relacionamento estratégico
O relacionamento estratégico é a estratégia de formação de redes de contatos úteis. O networking se tornou um jargão entre muitas pessoas. Já o relacionamento estratégico não. O relacionamento estratégico define pessoas ou empresas a conhecer e como chegar a estas pessoas.
Por exemplo: Existem reuniões, almoços e confraternizações com funcionários de várias empresas; lá eles se conhecem, trocam experiências e montam sua lista de contatos.
Relacionamento estratégico
O relacionamento estratégico é a estratégia de formação de redes de contatos úteis. O networking se tornou um jargão entre muitas pessoas. Já o relacionamento estratégico não. O relacionamento estratégico define pessoas ou empresas a conhecer e como chegar a estas pessoas.
INICIATIVA
Raízes Da Iniciativa
A iniciativa é um dos fatores fundamentais para o sucesso, por isso que a encontramos em tantos processos avaliativos, sejam de contratação ou de desempenho. Podemos compará-la
A iniciativa é um dos fatores fundamentais para o sucesso, por isso que a encontramos em tantos processos avaliativos, sejam de contratação ou de desempenho. Podemos compará-la com o eixo de uma roda, sem eixo a roda não gira, assim também nossa vida pessoal e profissional sem iniciativa.
Mas o que é, exatamente, iniciativa?
O dicionário nos diz que a iniciativa é a qualidade daquele que está disposto a empreender, a ousar; porém é mais que isso e não pára aí. A iniciativa é a qualidade daqueles que ousam, evidentemente, que iniciam ativamente um projeto e que, sobretudo, não param no meio do caminho.
Que valor teria os profissionais que iniciam um projeto e o abandonam no meio? A iniciativa está intimamente ligada com a continuidade da ação.
Aqueles que realmente sabem conduzir seus projetos ou gerenciá-los, mesmo que seja delegado a outros a continuidade, são os verdadeiros líderes de sucesso.
Aristóteles dizia: Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência não é um ato e sim um hábito. Devemos nos habituar a termos comportamentos pró-ativos, eliminando qualquer tipo de procrastinação nas nossas vidas. Quanto mais adiamos o que temos que fazer, mais nos distanciamos das ações necessárias, e conseqüentemente do sucesso.
Por isso não podemos falar sobre iniciativa sem termos o desejo de praticá-la. É fundamental que continuamente a exercitemos, que busquemos formas de autodesenvolvimento neste campo, pois só está pronto aquele que se preparou.
Parece bastante pessoal pensar nos valores da iniciativa. Num processo avaliativo, que muitas vezes tende a ser subjetivo, a iniciativa pode ser identificada se o avaliado tem:
1. Capacidade de buscar soluções por decisões próprias
É difícil imaginar que alguém possa atingir resultados satisfatórios na vida sem aprender a tomar suas próprias decisões, além disso, a eficiência profissional pode ser mensurada pela capacidade de encontrar soluções adequadas.
Alguns profissionais costumam “dar um jeito” nos problemas, mas o importante, o que faz a diferença é encontrar formas sistemáticas, racionais e confiáveis para resolvê-los.
Diante de uma situação temos quatro pontos a observar:
• Identificar o problema
• Decidir como resolvê-lo
• Aplicar a solução
• Verificar se a solução foi adequada
Neste ponto a iniciativa é justamente isso, a competência do indivíduo em desenvolver por ação própria as soluções possíveis. Aqui se explica o porquê de se fazer repetidamente uma atividade, pois irá nos capacitar a descobrir uma variedade de recursos prováveis. Precisamos avançar produtivamente além da primeira saída encontrada.
2. Pró-atividade
Hoje ouvimos demasiadamente o termo “pró-atividade”. Milhões de anúncios de emprego exigem que o candidato seja pró-ativo. Exigências muitas vezes apenas para seguir um modismo ou cumprir uma formalidade, sem a consciência exata do que realmente se deseja.
A pró-atividade é fazer mais do que o solicitado e isto não está ligado à carga horária ou quantidade de trabalho, mas ao comprometimento, à vontade de aprender, à busca do conhecimento e autodesenvolvimento.
Fazer mais do que a obrigação nos torna hábeis e talentosos, principalmente nos dias atuais de alta competitividade no mercado de trabalho.
Quando agimos assim, temos maiores e melhores oportunidades de adquirir conhecimento, de crescermos profissionalmente e pessoalmente, permitindo-nos que a recompensa recebida não seja somente aquela estampada no contra-cheque. Mergulhe nas profundezas dos benefícios que a pró-atividade, qualidade implícita da iniciativa, pode conferir a sua vida.
3. Ausência de procrastinação
Embora possa parecer óbvio demais que o adiamento das decisões, o “deixar para depois”, sejam comportamentos contrários à iniciativa; precisamos pensar nas conseqüências que a procrastinação gera, e a interdependência que existe com os dois pontos anteriores.
Mesmo tomando decisões racionais, sistemáticas e corretas, estas não podem ser tardias, sob pena de desperdiçarmos o tempo, aumentar os custos, etc.
Aprenda a tomar decisões e solucionar os problemas assim que estes se apresentam. Faça o que precisa ser feito, aja rápido, não deixe para depois, porque o bilhete da entrada de hoje não servirá para o espetáculo de amanhã.
O sucesso vem através de uma série de características individuais, que podem e devem ser aprendidas e expandidas para os demais. Como exemplo, o sucesso vem da nossa capacidade para assumir riscos, da comunicação clara e eficaz, do nosso relacionamento interpessoal, enfim, vem da nossa iniciativa de querer fazer melhor.
Vem, também, dos nossos projetos empreendidos, da nossa ousadia, seja profissional ou pessoal. Para uma análise perfeita do seu grau de iniciativa, analise os projetos começados e efetivamente terminados. Muitas vezes reclamamos da falta de oportunidade e de que o sucesso não bate à nossa porta, mas em determinadas ocasiões não contribuímos em nada para que ele se desenvolva em nosso caminho. Plante a semente da iniciativa na sua vida e veja em que raiz forte ela se tornará.
A iniciativa é um dos fatores fundamentais para o sucesso, por isso que a encontramos em tantos processos avaliativos, sejam de contratação ou de desempenho. Podemos compará-la
A iniciativa é um dos fatores fundamentais para o sucesso, por isso que a encontramos em tantos processos avaliativos, sejam de contratação ou de desempenho. Podemos compará-la com o eixo de uma roda, sem eixo a roda não gira, assim também nossa vida pessoal e profissional sem iniciativa.
Mas o que é, exatamente, iniciativa?
O dicionário nos diz que a iniciativa é a qualidade daquele que está disposto a empreender, a ousar; porém é mais que isso e não pára aí. A iniciativa é a qualidade daqueles que ousam, evidentemente, que iniciam ativamente um projeto e que, sobretudo, não param no meio do caminho.
Que valor teria os profissionais que iniciam um projeto e o abandonam no meio? A iniciativa está intimamente ligada com a continuidade da ação.
Aqueles que realmente sabem conduzir seus projetos ou gerenciá-los, mesmo que seja delegado a outros a continuidade, são os verdadeiros líderes de sucesso.
Aristóteles dizia: Nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência não é um ato e sim um hábito. Devemos nos habituar a termos comportamentos pró-ativos, eliminando qualquer tipo de procrastinação nas nossas vidas. Quanto mais adiamos o que temos que fazer, mais nos distanciamos das ações necessárias, e conseqüentemente do sucesso.
Por isso não podemos falar sobre iniciativa sem termos o desejo de praticá-la. É fundamental que continuamente a exercitemos, que busquemos formas de autodesenvolvimento neste campo, pois só está pronto aquele que se preparou.
Parece bastante pessoal pensar nos valores da iniciativa. Num processo avaliativo, que muitas vezes tende a ser subjetivo, a iniciativa pode ser identificada se o avaliado tem:
1. Capacidade de buscar soluções por decisões próprias
É difícil imaginar que alguém possa atingir resultados satisfatórios na vida sem aprender a tomar suas próprias decisões, além disso, a eficiência profissional pode ser mensurada pela capacidade de encontrar soluções adequadas.
Alguns profissionais costumam “dar um jeito” nos problemas, mas o importante, o que faz a diferença é encontrar formas sistemáticas, racionais e confiáveis para resolvê-los.
Diante de uma situação temos quatro pontos a observar:
• Identificar o problema
• Decidir como resolvê-lo
• Aplicar a solução
• Verificar se a solução foi adequada
Neste ponto a iniciativa é justamente isso, a competência do indivíduo em desenvolver por ação própria as soluções possíveis. Aqui se explica o porquê de se fazer repetidamente uma atividade, pois irá nos capacitar a descobrir uma variedade de recursos prováveis. Precisamos avançar produtivamente além da primeira saída encontrada.
2. Pró-atividade
Hoje ouvimos demasiadamente o termo “pró-atividade”. Milhões de anúncios de emprego exigem que o candidato seja pró-ativo. Exigências muitas vezes apenas para seguir um modismo ou cumprir uma formalidade, sem a consciência exata do que realmente se deseja.
A pró-atividade é fazer mais do que o solicitado e isto não está ligado à carga horária ou quantidade de trabalho, mas ao comprometimento, à vontade de aprender, à busca do conhecimento e autodesenvolvimento.
Fazer mais do que a obrigação nos torna hábeis e talentosos, principalmente nos dias atuais de alta competitividade no mercado de trabalho.
Quando agimos assim, temos maiores e melhores oportunidades de adquirir conhecimento, de crescermos profissionalmente e pessoalmente, permitindo-nos que a recompensa recebida não seja somente aquela estampada no contra-cheque. Mergulhe nas profundezas dos benefícios que a pró-atividade, qualidade implícita da iniciativa, pode conferir a sua vida.
3. Ausência de procrastinação
Embora possa parecer óbvio demais que o adiamento das decisões, o “deixar para depois”, sejam comportamentos contrários à iniciativa; precisamos pensar nas conseqüências que a procrastinação gera, e a interdependência que existe com os dois pontos anteriores.
Mesmo tomando decisões racionais, sistemáticas e corretas, estas não podem ser tardias, sob pena de desperdiçarmos o tempo, aumentar os custos, etc.
Aprenda a tomar decisões e solucionar os problemas assim que estes se apresentam. Faça o que precisa ser feito, aja rápido, não deixe para depois, porque o bilhete da entrada de hoje não servirá para o espetáculo de amanhã.
O sucesso vem através de uma série de características individuais, que podem e devem ser aprendidas e expandidas para os demais. Como exemplo, o sucesso vem da nossa capacidade para assumir riscos, da comunicação clara e eficaz, do nosso relacionamento interpessoal, enfim, vem da nossa iniciativa de querer fazer melhor.
Vem, também, dos nossos projetos empreendidos, da nossa ousadia, seja profissional ou pessoal. Para uma análise perfeita do seu grau de iniciativa, analise os projetos começados e efetivamente terminados. Muitas vezes reclamamos da falta de oportunidade e de que o sucesso não bate à nossa porta, mas em determinadas ocasiões não contribuímos em nada para que ele se desenvolva em nosso caminho. Plante a semente da iniciativa na sua vida e veja em que raiz forte ela se tornará.
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